Sunday, October 16, 2011

Links do Trenó


- Pipoca com Manteiga apresenta pôsters com lugares dos filmes da Pixar.

- A Grande Abóbora fala sobre sua desilusão com o Radiohead.

- Blurrei analisa o l-i-n-d-o blu-ray inglês de CISNE NEGRO.

- Sterogum lista os 10 melhores covers de músicas de Beyonce pelo rock indie.

- Quadrado dos Loucos faz um manifesto por uma esqueda queerpunk.

- T Magazine traz os bastidores da turnê dos Arctic Monkeys com várias fotos.

UM MÉTODO PERIGOSO


Depois de uma sucessão de obras espetaculares, David Cronenberg decepciona com seu mais novo e aguardadíssimo filme. Além de ter um dos maiores diretores da atualidade, UM MÉTODO PERIGOSO ainda conta roteiro de Christopher Hampton (LIGAÇÕES PERIGOSAS, DESEJO E REPARAÇÃO) e um elenco de peso (Viggo Mortensen, Keira Knightley, Michael Fassbender e Vincent Cassel). Com uma ficha técnica dessas, ocorre o praticamente impossível: um filme chato de Cronenberg.

Não que UM MÉTODO PERIGOSO seja de todo ruim - é uma produção suntuosa, com bela música e fotografia. Porém, todo o filme parece engessado: não só a história parece não se desenvolver naturalmente,  mas também as cenas nem sempre fazem sentido para a história. Fassbender dá toda a duvidosa respeitabilidade a Carl Jung, especialmente depois que passa a tratar Sabine (Keira Knightley, no cúmulo do exagero). Logo o relacionamento dos dois passa do consultório à cama, mesmo com os alertas do mentor de Jung, Sigmund Freud (Viggo Mortensen, apagado).

A última coisa que jamais imaginei dizer sobre um filme de Cronenberg é que ele fosse quadrado, mas talvez esse seja o melhor adjetivo para UM MÉTODO PERIGOSO. Tudo é muito certinho e explicado, com sequências onde os diálogos entre Freud e Jung, ao invés de eletrizarem, dão sono. Tudo parece um "psicologia para idiotas", como se Hampton (roteirizando sua própria peça, The Talking Cure) quisesse fazer uma versão Wikipedia de O Mal-Estar na Civilização. Mesmo as sequências que ilustram a "perversão" de Sabine são artificiais, e o que era para ser chocante beira o risível. Claro que a atuação caricata de Keira Knightley estraga muita coisa, mas não é apenas ela. Vincent Cassel ganha um personagem que cai de pára-quedas na história e some do nada. E sequências inteiras (como quando Freud e Jung viajam aos EUA) são inteiramente despropositadas.

Será que Cronenberg queria fazer um filme pro Oscar? De repente pode até conseguir uma indicação, mas infelizmente vai ter que amargar essa cinebio tristemente convencional em sua brilhante filmografia.

Notícias do Trenó




- Zachary Quinto sai do armário.

- Patty Jenkins, quem diria, será a diretora de THOR 2.

- A deliciosa série inglesa "Lost in Austen" vai virar filme nas mãos de Nora Ephron.

- Novo filme de Fernando Meirelles, 360, não agrada nadinha na abertura do London Film Festival.

- Chris Martin diz que Mylo Xyloto pode ser o último disco do Coldplay.

- O casal mais ilustre do rock indie anuncia o divórcio.


WEEKEND



Duas pessoas se conhecem, se sentem atraídas, passam um tempo juntas e tem de lidar com os problemas e crises no relacionamento. Tal história já foi contada um sem número de vezes, mas no cinema contemporâneo dificilmente se vê algo com o frescor e honestidade de WEEKEND, o primeiro filme do diretor inglês Andrew Haigh.

Chamado em alguns circuitos de o "ANTES DO AMANHECER gay", WEEKEND mostra o período (que o título indica) em que Russell (Tom Cullen) e Glen (Chris New) passam juntos. Russel conhece Glen em um bar e os dois logo em seguida já estão acordando depois de uma noite de sexo. O que poderia parecer um mero one night stand acaba se tornando algo mais, primeiramente quando Glen pede que Russell o ajude em um projeto de arte que está desenvolvendo: trata-se simplesmente de um relato gravado em áudio sobre como eles se encontraram. A partir dessa premissa, os dois passam a se ver mais vezes, conversando sobre variados assuntos, comsumindo drogas e também transando.

Há claramente uma inspiração em ANTES DO AMANHECER (e em Eric Rohmer antes dele) na concepção de um enredo simples, onde um casal fica conversando praticamente o filme inteiro até um final decisivo. Porém, WEEKEND tem não só os ricos diálogos entre os dois personagens como foco, mas também toda o pano de fundo social, político e emocional no qual estão inseridos.

Geralmente com filmes em que os protagonistas são gays há uma tendência em dizer como elogio que "é uma história universal". Isso sem dúvida é verdade para WEEKEND - mas há também um forte elemento político com relação ao embate entre os discursos homossexual e o heterossexual que saíram do cotidiano, entraram no terreno dos estudos culturais, e retornaram ao dia a dia. Glen é um personagem bastante politizado, nunca se coibindo de participar de discussões envolvendo os direitos homossexuais (abertamente a favor) ou o casamento gay (totalmente contra). Já Russell, mais tímido e não totalmente fora do armário, tem uma postura mais romântica e acredita que possa existir felicidade para os gays em um relacionamento oficializado. É notável a fluidez com que o diretor e roteirista Andrew Haigh mescla o contraste de opiniões políticas dos protagonistas com outras notórias diferenças entre os dois, especialmente de cunho social - Glen é estudioso de arte e tem maior nível cultural, enquanto Russell é salva-vidas em uma piscina pública e mora em um apartamento no subúrbio.

O estilo cinema verité da produção, hoje tão em moda e que, paradoxalmente, acaba soando artificial muitas vezes, consiste em uma das maiores virtudes de WEEKEND. Muitas vezes a câmera fica à distância, meio desfocada, ou por entre grades, como se estivéssemos ao longe vendo o desenrolar da história de amor daqueles dois homens (e a atuação dos protagonistas é de uma naturalidade que impressiona). A mescla entre cortes rápidos e longas cenas também é um achado, o que dá um intenso realismo a diversas cenas. Mesmo assim, o filme tem momentos interessantes de auto-reflexão, especialmente quando os personagens comentam sobre a reação do público hetero e homo ao assistir a um filme com gays, e também com relação a finais clichês que personagens gays geralmente tem no cinema.

Um dos melhores filmes do ano, e pra concluir o final arrasador, ainda tem uma das músicas mais lindas de John Grant nos créditos finais. Imperdível.

iPad x revista

Sabe a diferença entre um iPad e uma revista?


Essa criança de 1 ano de idade mostra pra você.

Saturday, October 15, 2011

MARTHA MARCY MAY MARLENE



Principal darling do cinema independente americano esse ano, MARTHA MARCY MAY MARLENE apresenta dois talentos em cujas carreiras vale a apostar: a do diretor Sean Durkin e a da atriz Elizabeth Olsen.

Durkin, que também é roteirista do filme, apresenta a história de Martha, uma adolescente que, depois de viver um período em uma comunidade isolada e guiada por um daqueles fanáticos religiosos que só os EUA conseguem fabricar, foge e encontra refúgio na casa da irmã e do cunhado. No entanto, ela passa a viver em um estado de paranóia, se sentindo perseguida e vigiada constantemente.

Uma das maiores qualidades do filme está em deixar grande parte das explicações sobre o estado mental de Martha em aberto. Nunca se explica exatamente a razão dela ter ido parar naquele culto (que o filme espertamente nunca define dessa forma), o motivo do rompimento dela com a irmã e até mesmo todo pano de fundo familiar da protagonista. À medida que o comportamento de Martha vai ficando mais errático, também não há uma explicação precisa se a sensação de ameaça que ela sente é real ou apenas parte de sua paranóia.

Para aumentar a tensão e a sensação de indefinição no público, uma peça chave no filme é a edição. Como os momentos que Martha passou na comunidade são apresentados em flashback, os cortes e posicionamentos de câmera muitas vezes confundem temporalmente a percepção - só depois de algum tempo na cena se sabe se ela se passa na casa da irmã (presente) ou no meio do culto (passado) - e isso é fundamental para interpretar a relevância do título do filme.

O elenco é um who's who do cinema indie americano: John Hawkes, Brady Corbet, Hugh Dancy. Mas o destaque incontestável vai para Elizabeth Olsen (que em pouco tempo vai se tornar mais célebre que suas encrenqueiras irmãs) em uma atuação totalmente introspectiva e naturalizada, lembrando muito a técnica de uma Michelle Williams. Com um rosto hipnotizante e aparecendo praticamente em todos os frames do filme, a atriz apresenta uma maturidade impressionante. Mesmo que MARTHA MARCY MAY MARLENE não seja um filmaço, a atuação de Elizabeth Olsen vale o ingresso, indiscutivelmente.

Thursday, October 13, 2011

Revisitando filmaços de Scorsese... com outros atores


A revista Harper's Bazaar desse mês está com um editorial bastante criativo homenageando os filmes de Martin Scorsese. No mesmo estilo daquela sessão de fotos baseada em filmes de Hitchcock que saiu na Hollywood Issue da Vanity Fair há alguns anos atrás, diferentes atores da atualidade são clicados representando cenas chave de filmes conhecidos - nesse caso, os de Scorsese.

A escolha dos filmes foi muito boa, embora a presença de alguns atores seja um tanto duvidosa. No caso de OS BONS COMPANHEIROS, Vincent Piazza, Michael Pitt e Ben Kingsley fazem as vezes de Robert De Niro, Ray Liotta e Joe Pesci. A presença de Kingsley se justifica, já que participou do dois últimos filmes de Scorsese (A ILHA DO MEDO e HUGO). E Michael Pitt está em Boardwalk Empire, a série produzida pelo diretor.


Outra imagem que simplesmente adorei é Emily Blunt como Ellen Burstyn em ALICE NÃO MORA MAIS AQUI. Aliás, taí uma atriz que acho que combinaria muito com o estilo de Scorsese.


A imagem mais charmosa de todas é a de Alessandro Nivola e Emily Mortimer (que casal!) como Leonardo DiCaprio e Cate Blanchett (ou Howard Hughes e Katharine Hepburn) em O AVIADOR. Emily Mortimer, assim com Ben Kingsley, também apareceu nos dois filmes mais recentes de Scorsese.


Christina Hendricks aparece no papel que foi de Cameron Diaz em GANGUES DE NOVAYORK. E está muito melhor que a original...


A melhor surpresa do editorial foi a presença de A ÉPOCA DA INOCÊNCIA que, como todo mundo que lê o blog sabe, é o meu filme favorito de Scorsese e que não tem o reconhecimento merecido. Fiquei chateado que a escolhida pra representar a Madame Olenska de Michelle Pfeiffer foi a super sem-sal da Kate Bosworth. Mas não dá pra negar que a foto ficou bem bonita e parecida com a imagem original.


Para terminar, achei um golpe de mestre colocarem Chloe Moretz para viver a prostituta de TAXI DRIVER, imortalizada por Jodie Foster. A atriz, aliás, também está em HUGO.

Agora, querem saber quem foi escolhido para viver Travis Bickle, talvez o maior personagem criado por Scorsese? Respirem fundo e cliquem no link abaixo...


Wednesday, October 12, 2011

Dêem logo o Oscar pra mulher!

Saiu o trailer de ALBERT NOBBS, também conhecido como "o filme em que a Glenn Close interpreta uma mulher que finge ser homem."

Se você não pegou a logística do papel, ele quer dizer apenas uma coisa: CADÊ MEU OSCAR?

A atriz já foi indicada 5 vezes (e o fato do trailer colocar o número lá reforça que ela merece a premiação há muito tempo, mas confesso que achei desespero demais) mas nunca ganhou. Se a Alex de ATRAÇÃO FATAL não foi suficiente (e considerando que o filme foi um fenômeno cultural), a Mme. de Merteuil de LIGAÇÕES PERIGOSAS já era o suficiente para Glenn Close ganhar o Oscar pelo menos uma vez a cada dois anos.

Esse ano ainda tem Meryl Streep num papel do tipo "cadê meu Oscar", e parece que a briga vai ser boa. Mas por favor, dêem o Oscar pra Glenn Close porque a mulher além dela há trocentos anos, ainda evitamos de ter que assistir ano que vem à atriz fazendo o papel de uma deficiente mental lésbica convivendo no meio de uma tribo na Amazônia.

TAKE SHELTER - O ABRIGO



 
Um dos aspectos mais interessantes sobre filmes de terror ou suspense é a habilidade que eles tem de funcionarem como representações do estado de espirito de uma época. Obviamente que isso ocorre com vários gêneros cinematográficos, mas no caso do horror/suspense, fica latente uma metaforização do zeitgeist.

TAKE SHELTER (parece que o título em português vai ser O ABRIGO), por exemplo, articula-se como obra símbolo dos EUA desse início de século, especialmente levando em consideração a crise econômica que afeta profundamente o American way of life. Dirigido por Jeff Nichols, pode-se dizer que é uma das produções mais importantes do ano.

Curtis (Michael Shannon) vive o que um personagem chama de "vida boa": tem um  emprego estável com benefícios generosos, uma casa com um belo quintal, uma jovem esposa amorosa (Jessica Chastain) e uma filha pequena deficiente aduditiva adorável.

A situação sofre uma mudança quando Curtis passa a ter sonhos apocalípticos que beiram a alucinação: uma chuva de óleo começa a cair, gigantescos furacões assolam os campos, pessoas como que em um estado zumbificado atacam a ele e a sua filha. A reação do personagem a esses pesadelos fica entre o racional e o psicótico: por um lado, ele busca o auxilio médico; por outro, começa a construir no quintal de casa um grande abrigo subterrâneo para proteger a si e a sua família do apocalipse que se aproxima.

Das várias interpretações que o filme possibilita para as origens da paranóia do protagonista, a mais evidente é o terror da crise econômica. Para construir o abrigo, Curtis pega um empréstimo no banco onde coloca a própria casa como garantia; à medida que seu comportamento vai ficando mais errático, o medo da perda do emprego e dos benefícios que ele assegura (plano de saúde, em especial) se intensificam; a esposa tem que trabalhar vendendo produtos artesanais em meio a feiras de rua (e clientes mãos de vaca) para ajudar no orçamento domestico etc. A paranóia da perda do status da típica família americana de classe trabalhadora alimenta de forma simbólica o medo do fim do mundo (que não coincidentemente é uma das principais temáticas do cinema contemporâneo dos EUA).

No papel do protagonista, Michael Shannon vive mais um personagem com distúrbio mental na carreira, mas aqui ele tem seu melhor trabalho. Suas feições que ao mesmo tempo despertam pena e medo se aliam a uma interpretação que está a todo momento à beira da explosão. Jessica Chastain, que saiu do nada para se tornar a atriz mais falada do ano com vários filmes badalados, dá dignidade ao típico papel da "mulher da protagonista", por mais que no caso de TAKE SHELTER ela escape dos estereótipos em alguns momentos.

Não sei se vai para a temporada de prêmios (Michael Shannon tem chance), mas na minha lista de melhores do ano já tem lugar garantido.

Só porque descobri isso hoje...



Ella Fitzgerald cantando "Hey Jude".

Não entenderam? Vou repetir:

Ella. Fitzgerald. Cantando. "Hey Jude".

A internet foi inventada pra gente ver coisas assim.

Wednesday, October 5, 2011

DRIVE


DRIVE é um filme que grita sua ambição cult a cada fotograma, o que pode dar uma sensação artificial algumas vezes, mas não se pode negar que é esteticamente é uma das obras mais bem-sucedidas do ano.

Dirigido por Nicolas Winding Refn, que causou furor com BRONSON há alguns anos, DRIVE é um exercício de homenagens visuais e narrativas (Michael Mann, Scorsese, Steve McQueen) bem diferente do pastiche mais direto de um Tarantino, por exemplo. Assim como as várias referências, o talento de Refn para compor um frame (e que frames!) saltam da tela.

Ryan Gosling (indiscutivelmente o melhor ator de sua geração e que, depois de um hiato, está em inúmeros filmes esse ano) vive o protagonista sem nome, um dublê de cenas de perseguição de carro que de vez em quando faz bico em assaltos. Quando seu caminho cruza com o de uma inocente vizinha (Carey Mulligan) e seu marido ex-presidiário (Oscar Isaac), ele entra numa espiral de crime e morte que mistura máfia, uma mala de dinheiro e até um garfo no olho.

Mala de dinheiro? Perseguições de carro? Ultra-violência? Pode parecer que DRIVE é o seu tradicional filme de ação, mas Refn reveste todos os clichês de produções desse tipo de uma estilização minimalista, onde o enquadramento é calculado perfeitamente para realçar a sua beleza, mesmo que às vezes um tanto mórbida. Em particular uma cena que envolve um clube de striptease, papel de parede vermelho, mulheres semi-nuas e Ryan Gosling com um martelo é uma das coisas mais lindas do cinema recente.

O elenco todo é um refinamento só - não apenas Gosling em mais uma grande atuação (minimalista como o filme), mas também a virginal Carey Mulligan (embora pareça que está sempre fazendo o mesmo papel) e Albert Brooks com um talento insuspeito para fazer um mafioso facínora. A trilha de Angelo Badalamenti (entremeada por canções synth-pop) dão ao filme uma atmosfera de sonhos que parece saída de um filme de David Lynch dos anos 80.

Filme imperdível, e um cult movie a espera de seus fãs.

Três Trailers Tristes

Três trailers tristes (repita três vezes rápido se puder) de filmes cotadíssimos para a temporada de prêmios.

1- THE LADY





Só digo uma coisa pra você: Michelle Yeoh. Essa mulher é demais e é um CRIME que até hoje ela seja mais lembrada por ser uma ex-bondgirl. Puh-leeze! Ela é uma das minhas atrizes preferidas (ninguém voa com tanto estilo quanto ela com uma espada na mão) e agora pelo visto vai ganhar os louros que merece com um papel baseado numa ganhadora do Nobel da Paz (não me façam procurar na Wikipedia quem é). Luc Besson,  geralmente irregular, parece que vai trilhar o caminho do "épico sentimental" e o trailer não faz feio. Seria um luxo ela indicada ao Oscar.

2- MY WEEK WITH MARILYN



Outra atriz cheia de burburinho para o Oscar é Michelle Williams (indicada esse ano por NAMORADOS PARA SEMPRE) vivendo Marilyn Monroe. Assim como no caso de Michelle Yeoh, é uma cinebio, coisa que o Oscar ama e que me irrita. Contudo, me deu certo alívio em ver que Williams não está fazendo mera imitação (cof! Jamie Foxx cof! cof!) mas realmente atuando. Quem já viu o filme diz que a melhor coisa é Kenneth Branagh como Laurence Olivier. Vamos ver se vai ser mesmo bom.

3- WAR HORSE





Pra terminar, o filme que todo mundo está jurando que vai ganhar o Oscar. Bem, existem trailers e existem trailer de filme de Spielberg. A fotografia é absurda (Janusz Kaminski jamais brinca em serviço) e se aquela trilha for a original de John Williams, preparem os lenços de papel. Eu sinto uma vibe mais O IMPÉRIO DO SOL que E.T., o que pra temporada de prêmios pode ser decepcionante. Eu pouco me importo porque a-m-o O IMPÉRIO DO SOL, filme que muita gente adora falar mal só de modinha. Enfim, será esse outro ano de Spielberg na temporada de prêmios? Aguardemos.

The Big C - A melhor série que ninguém vê



Quando a série do canal Showtime The Big C estreou, grande parte da crítica e público se encheu de expectativa. Aqui estava mais uma grande atriz do cinema americano (Laura Linney) que, cansada dos poucos papéis para mulheres acima dos 40 em Hollywood, se arriscava na TV. E o risco era grande: uma série de comédia sobre uma mulher que descobre ter um câncer terminal. Se previa uma grande audiência e muito burburinho. Até capa da NYT Magazine aconteceu.

Duas temporadas depois, The Big C tem uma audiência baixa e até havia uma suspense com relação à renovação de uma terceira temporada (que felizmente aconteceu). Mas o que será que deu errado?

Um fato não há como negar: uma série de comédia com essa temática não é algo fácil de se fazer, e só a ideia de assistir vários episódios em que o câncer é um dos assuntos centrais já pode afastar alguns espectadores. Mas a verdade é que The Big C é uma das melhores séries da atualidade e que Laura Linney, aliada a diálogos engraçadíssimos e muitas vezes tocantes, se confirma como uma das atrizes mais subestimadas dos EUA.

Na 1a temporada, a professora Cathy Jamison (Linney) descobre que tem câncer terminal e esconde o fato de sua família, ao mesmo tempo que tem que lidar com seu filho adolescente irritante (Gabriel Basso), seu irmão bipolar (John Benjamin Hickey) e a crise de meia-idade do marido (Oliver Platt). Além disso, uma aluna rebelde (Gabourey Sidibe) começa a ter uma importância cada vez maior em sua vida. Já na segunda temporada, ela começa um tratamento especial para reverter o tumor.

Só o elenco já chama a atenção (Linney, Platt, Sidibe) e as participações especiais são uma delícia - na 1a temporada Liam Neeson tem um papel hilário, relembrando a dobradinha de KINSEY com Linney; e na 2a temporada, Hugh Dancy, Alan Alda e Cynthia Nixon tem papéis recorrentes que em muito enriquecem a trama.

Se o episódio final da 1a temporada já foi uma das coisas mais tristes TV, o final da 2a temporada (há duas semanas) trouxe uma supresa que deixou todos aqueles que acompanham a série chocados. The Big C merece muito mais, até porque a 3a temporada ano que vem promete - e muito.

Charlize Theron se encontra com divas do passado em comercial da Dior

Charlize Theron, que já há algum tempo é a garota propaganda do perfume J'adore da Dior, se encontra com divas do passado no novo comercial da fragrância.



Dirigido por Jean-Jacques Annaud (de SETE ANOS NO TIBET) e com trilha de The  Gossip, o comercial mostra os bastidores de um desfile da Dior com Charlize se encontrando com figuras como Grace Kelly, Marlene Dietrich e Marilyn Monroe. Confesso que quando apareceu a Grace Kelly, tomei um susto e tive que voltar umas três vezes pra ver se era imagem de arquivo ou alguém muito parecido.

Enfim, o resultado ficou muito bonito e a Charlize... preciso nem falar.

Quantas notas maestro? - "The Lady is a Tramp"

O clássico de Rodgers e Hart ganhou uma roupagem bastante descontraída recentemente com Tony Bennett (talvez o último crooner) ao lado de Lady Gaga.


No entanto, outro dueto ainda mais doido já havia acontecido, quando Madonna cantou e dançou ao som de "The Lady is a Tramp" ao lado de Anthony Kiedis do Red Hot Chilli Peppers no programa do Arsenio Hall.



Mas se é pra ser dueto, nenhum supera o de Frank Sinatra com Luther Vandross no melhor disco de duetos já  lançado. Foi um dos primeiros CDs que comprei e já na primeira faixa era essa explosão. Sonzaço.