Para comemorar o aniversário da Rainha do Pop essa semana, aqui vai minha lista dos 10 melhores clipes da carreira dela.
10- Bad Girl (Dir.: David Fincher)
David Fincher foi o diretor que melhor captou o status de megastar de Madonna e usou isso como força criativa na realização de videoclipes. No caso, de "Bad Girl", temos uma historinha que muito bem poderia ter se tornado depois um longa-metragem bem ao estilo do cineasta de SEVEN. É um dos poucos clipes (único?) em que Madonna, mesmo que vivendo uma personagem, se dá mal devido à sua posição de poder (sexual, social e econômico). Se bem que terminar o clipe ao lado de Christopher Walken, no papel de Anjo da Morte, não é nada mal...
9- Express Yourself (Dir.: David Fincher)
O clipe de Express Yourself (considerado pela Slant o melhor de todos os tempos), traz Fincher no seu ápice criativo. Um dos clipes mais caros do seu tempo (1 milhão de dólares em 1990), Express Yourself é uma versão pós-feminista do METROPOLIS de Fritz Lang.
Do alto da torre mais alta da cidade, rodeada de arranha-céus e pistões
que são verdadeiros símbolos fálicos, Madonna canta sobre
auto-afirmação da mulher enquanto vive aprisionada por um magnata e
observa operários saradões trabalharem lá embaixo. Os movimentos de
câmera, sempre de cima para baixo, são um toque de mestre. O clipe
brinca com as fronteiras dos gêneros e do sexo como instrumento do
poder, um dos temas mais caro da videografia de Madonna.
8- Justify My Love (Dir.: Jean-Baptiste Mondino)
O magnum opus sadomasô de Madonna. Pegando emprestado elementos do cinema francês dos anos 60 e especialmente do filme The Night Porter, o diretor Jean-Baptiste Mondino coloca Madonna no meio de um delírio onde o sexo é menos prazer e mais poder. Figuras andróginas, elementos religiosos e muito couro preto são cortesia da casa, assim como o modelo Tony Ward. Permanece como um dos clipes mais emblemáticos de Madonna, não só por ser banido na MTV mas também por ser o 'video single' mais vendido da história.
O magnum opus sadomasô de Madonna. Pegando emprestado elementos do cinema francês dos anos 60 e especialmente do filme The Night Porter, o diretor Jean-Baptiste Mondino coloca Madonna no meio de um delírio onde o sexo é menos prazer e mais poder. Figuras andróginas, elementos religiosos e muito couro preto são cortesia da casa, assim como o modelo Tony Ward. Permanece como um dos clipes mais emblemáticos de Madonna, não só por ser banido na MTV mas também por ser o 'video single' mais vendido da história.
7- Bedtime Story (Dir.: Mark Romanek)
O FreakShowBusiness já disse tudo que podia ser dito sobre esse clipe.
O FreakShowBusiness já disse tudo que podia ser dito sobre esse clipe.
6- Rain (Dir.: Mark Romanek)
Novamente Mark Romanek, com seu estilo
clean característico, filma um videoclipe sobre os bastidores de um
videoclipe, colocando Ryuichi Sakamoto como o diretor do desse 'meta-video'. A pós-produção do clipe de Rain
já se tornou lendária: o vídeo foi filmado em preto-e-branco para
depois ser todo colorido digitalmente, o que explica os inacreditáveis
olhos azuis de Madonna. Essa manipulação da imagem faz parte não só da
forma quanto do conteúdo do clipe, que bem sutilmente aborda a
superficialidade e a criação do mito no mundo contemporâneo.
5- Frozen (Dir.: Chris Cunningham)
Chris Cunningham realmente parece ser o último nome que poderia se associar à Madonna,
mas a parceria entre o rei dos vídeos 'dark' e a rainha do pop rendeu a
pequena obra de arte que é o clipe de 'Frozen'. Uma Madonna mezzo gótica, mezzo indiana se contorce de formas múltiplas em meio a corvos e dobermans em pleno deserto. Foi o primeiro clipe do aclamado disco Ray of Light e
a aposta arriscada de Madonna deu mais do que certo. Um vídeo que usa o
conceito simples de performance, mas feito de maneira original e
marcante. De quebra, ainda há a direção de fotografia de um dos meus DPs
favoritos, Darius Khondji (SEVEN, EVITA). Coisa fina.
4- Material Girl (Dir.: Mary Lambert)
Provavelmente o visual mais famoso de Madonna em videoclipe. A imagem da cantora como uma Marilyn pós-moderna a
persegue até hoje. Irônico até o osso, o vídeo é a epítome do pensamento
americano dos anos 80. Felizmente, a mensagem de "não se pode comprar o
amor com presentes" não ficou na cabeça de ninguém - o que importa é o
vestido rosa, os diamantes, e a idéia de que Madonna é o melhor produto
de todos.
3- Oh Father (Dir.: David Fincher)
O clipe mais mórbido de Madonna, e o mais visualmente rico de Fincher. Homenageando CIDADÃO KANE (o início do clipe é um releitura fantástica das primeiras cenas do filme de Orson Welles) e o expressionismo alemão, o diretor narra a história da morte da mãe da cantora e seu posterior embate com a figura do pai - que acaba se misturando às figuras do padre e também do amante.
A fotografia em p&b é uma das mais lindas da história do videoclipe, com suas sombras em movimento e a neve onipresente. As referências-cristãs, assinaturas da carreira de Madonna, se fazem presente de forma sinistra, como se a própria cantora fosse responsável pela morte de sua mãe. A cena dos lábios do cadáver costurados chocou muita gente na época, mas o final do clipe com a menina dançando no túmulo da mãe também é poeticamente aterradora.
O clipe mais mórbido de Madonna, e o mais visualmente rico de Fincher. Homenageando CIDADÃO KANE (o início do clipe é um releitura fantástica das primeiras cenas do filme de Orson Welles) e o expressionismo alemão, o diretor narra a história da morte da mãe da cantora e seu posterior embate com a figura do pai - que acaba se misturando às figuras do padre e também do amante.
A fotografia em p&b é uma das mais lindas da história do videoclipe, com suas sombras em movimento e a neve onipresente. As referências-cristãs, assinaturas da carreira de Madonna, se fazem presente de forma sinistra, como se a própria cantora fosse responsável pela morte de sua mãe. A cena dos lábios do cadáver costurados chocou muita gente na época, mas o final do clipe com a menina dançando no túmulo da mãe também é poeticamente aterradora.
2- Vogue (Dir.: David Fincher)
"Vogue" é a
obra-prima da parceria Fincher/Madonna. Apenas com cenas de estúdio,
Fincher traduz a imagética da Hollywood dos tempos áureos na afirmação
de Madonna como a nova diva que ultrapassa a linguagem do cinema através
do videoclipe. Todo em art deco e com uma fotografia em preto e
branco irretocável, o clipe re-atualiza a mitologia dos grandes nomes
do cinema americano dos anos 30, 40 e 50 (Greta Garbo, Marlene Dietrich, James Dean,
todos citados na letra da música) através do 'Vogue', na verdade um
movimento de dança surgido no submundo negro e gay de Nova York. Ao
juntar esses dois universos, Fincher e Madonna reconfiguram a
iconografia clássica no qual o corpo de Madonna é o novo totem
contemporâneo. Dessa forma, o Mainboucher Corset de Horst P. Horst e os quadros de Tamara de Lempicka são materializados em Madonna, assim como a cantora personifica todas as musas da Hollywood clássica.
1- Like a Prayer (Dir.: Mary Lambert)
O
vídeo começa num local desolado, inóspito até, onde se vê no canto
esquerdo ao fundo fogo saindo de uma espécie de latão (já se anuncia o
fogo que, literalmente e simbolicamente, será logo depois elemento
central do clipe). Do outro canto da tela, uma figura de preto vem
correndo do fundo aproximando-se do primeiro plano, enquanto um riff de
guitarra em meio ao som de sirenes policiais vai se tornando audÃvel. A
figura de preto revela-se Madonna, que cai sobre a terra bem perto Ã
câmera e revela uma face de dor. A imagem corta para uma porta se
fechando e, em seguida, uma cruz queimando.
Imagens
de Madonna se levantando do chão se alternam com cenas em câmera lenta
de homens (brancos) mal-encarados atacando uma mulher, enquanto um outro
homem (negro) caminha, com placidez sofrida, por um corredor escuro com
o rosto iluminado. Voltamos para Madonna se levantando, que vê uma
igreja com arquitetura típica do sul dos Estados Unidos e se encaminha
em direção a ela.
Madonna
entra na igreja, que apesar de ter velas acesas encontra-se
absolutamente vazia, e encaminha-se diretamente para uma imagem (em
tamanho real) de um santo negro, que está situada à direita do altar. A
questão da identidade do santo nesse clipe é discutida. Vários acreditam
se tratar do Santo Martin de Porres, um frei
dominicano nascido no Peru conhecido por oferecer conforto aos pobres e
escravos. Outros acreditam se tratar de uma versão negra de Jesus (o filho de Deus, não o peguete de Madonna),
já que a posição da manta vermelha do santo é característica. Além do
mais, depois de entrar em contato com a imagem religiosa, Madonna
adquire stigmata, as feridas de Cristo causadas pela crucificação. Seja
como for, é interessante a posição do santo nessa igreja, já que ele se
encontra bem à direita do altar, num local periférico, longe de onde a
maioria das imagens de santos mais importantes (e brancos?) estaria. A
figura do santo negro, por si só, já causa estranhamento pela raridade.
No entanto, são as feições bem humanas da imagem que causam uma sensação
do bizarro e ao mesmo tempo do maravilhoso.
O
refrão da música começaa e a estáua mexe vagarosamente os dedos. Em
seguida, começa a verter lágrimas. Madonna então se ajoelha em frente à
imagem e começa a cantar. É interessante notar que o santo encontra-se
num imenso relicário, separado por grades, como que o proibindo da
liberdade que é sabido que ele almeja.
Madonna
se deita então em um banco de madeira e (através de sonho? ilusão?
devaneio religioso?) é transportada para uma espécie de plano celeste,
cercada por nuvens e vento nos cabelos. Nesse ambiente, encontra-se com
uma mulher (negra) que a recebe sorridente para logo depois arremessá-la
de volta à realidade. Só que quando a cantora volta ao ao mundo real,
este já não é mais o mesmo.
Ela
beija então os pés do santo para logo depois abrir a grade que o prende
(pequeno erro do clipe, já que ela não poderia ter beijado o santo sem
ter aberto as grades antes). Madonna acaricia o rosto da estátua, que
comeca a se mover e adquire formas totalmente humanas, revelando-se como
o mesmo homem que havia aparecido anteriormente no corredor escuro. Ele
beija a cantora na testa e na face de forma altamente respeitosa e sai
da igreja, com um imenso sinal de EXIT acima da porta. Um punhal chama a
atenção de Madonna que, ao pegá-lo, fere as palmas das mãos de forma
parecida com as chagas de Cristo. Teria Madonna cometido um pecado
mortal ao libertar o santo? Seria ela crucificada por tal ato? Ou seria
ela um messias pós-moderno, anunciando ao mundo a ética da sociedade do
espetáculo, onde até mesmo a religião poderia ser consumida através de
um videoclipe?
Em
seguida, ela olha diretamente para a câmera (que agora está com uma
lente que deixa a imagem levemente curvada) e diz "let the choir sing", e
a câmera gira então para mostrar o altar que, ao invés de vazio como
anteriormente, está tomado por um coral negro de adultos e criançaas,
incluindo a mulher que Madonna tinha visto no plano celeste.
(Vale
a pena abrir um parêntese aqui para a questão da apropriação da cultura
negra feita por Madonna. Muita antes da massificação do hip-hop e da
diluição da estéica negra americana até chegar ao ridículo, Madonna
incluiu em seus clipes vários elementos das chamadas minorias. A cantora
foi um dos primeiros nomes do mainstream a utilizar ritmos latinos (em La Isla Bonita) sem medo de ser confundida com world music, e muito antes de Livin La Vida Loca. Em Like a Prayer o
uso do coro negro remete imediatamente à música gospel americana,
tradicionalmente negra e oriunda do sul dos EUA. Tal apropriação de uma
cultura tão específica para ser transformada pelo prisma pop foi
criticada por muitos (Camille Paglia inclusive) e depois imitada por vários (exemplos mais recentes são Eminem com hip-hop e Christina Aguilera com o jazz). Essa inspiração (ou roubo) da estética das minorias chegaria ao cúmulo em Vogue,
quando de uma tacada só Madonna se apropria das culturas gay, negra e
latina vestindo-as com a roupagem da era de ouro de Hollywood.)
Enquanto
o coro canta o refrão da música, são mostradas mais claramente as cenas
da mulher sendo atacada por uma gangue e Madonna sendo a testemunha
ocular do crime. Não fica claro o porque da mulher estar sendo atacada
(seria ela violentada em seguida?), mas o mais importante é que um homem
negro (o mesmo que faz o papel do santo) aparece para tentar salvar a
vítima, que aparentemente já está morta. Os criminosos se escondem ao
ver a polícia se aproximando. Vendo o homem negro ao lado do corpo da
mulher ensaguentada, os policiais imediatamente o prendem. Pergunta
importante: por que Madonna não faz nada? Por que ela não diz ao
policial que viu o crime? Ela parece estar tentando voltar para o lugar
de onde teria saído (parece um depósito, mas também uma igreja - talvez a
mesma igreja do clipe, o que mudaria toda a interpretação da história).
Estaria ela tentando fugir, ou buscar ajuda? Ela depois apenas vai
embora, com cara de raiva.
Bem,
tudo isso não importa porque em seguida somos extasiados (ou seria
aturdidos?) por uma das imagens mais belamente chocantes da história do
videoclipe e a mais icônica de toda a carreira da cantora: Madonna dança
com as cruzes queimando ao fundo.
São
cinco cruzes (três na frente e duas atrás) num campo verde irregular à
noite. Com essa cena percebe-se o porquê de Madonna, geralmente
acostumada com as madeixas loiras, decidiu pelo tom castanho escuro no
clipe: não só o cabelo combina com a cor do vestido, mas também
contrasta com o amarelo e laranja do fogo no background. As cruzes queimando remetem imediatamente à Ku Klux Klan
e seu incentivo à discriminação aos negros. Que tipo de mensagem
estaria Madonna tentando passar aqui? É curioso que essa cena venha
imediatamente depois da prisão injusta de um homem negro inocente. As
cruzes serviriam como purgação dos pecados de uma sociedade intolerante e
preconceituosa, incapaz de separar os bons dos maus. Por outro lado, o
fogo nas cruzes é o atestado simbólico mais feroz no que diz respeito à
negação do Cristianismo - e isso é ainda mais latente quando nos
perguntamos quem colocou fogo naquelas cruzes e porque Madonna parece
estar tomada de um êxtase pagão ao dançar sensualmente em meio aquela
espécie de ritual, com a alça do vestido caindo, o sutiã aparecendo e um
pequeno crucifixo no meio dos seus seios. A cena, com uma edição
estonteante, é o ápice das simbologias do clipe.
A
imagem corta para a cantora, feliz no meio do coral e cercada por
crianças sorridentes, sendo "exorcizada" pela mulher negra que apareceu
previamente. É um exorcismo de brincadeira, debochando do medo do
cristianismo do mal e do profano. Como se não fosse o bastante, a cena é
entrecortada por uma Madonna altamente erotizada recebendo um beijo do
homem negro que apareceu anteriormente, bem no meio da igreja, rodeada
de velas. Nesse devaneio da blasfêmia, seria o amante da cantora o homem
acusando injustamente ou o santo? Ou os dois? E o fascínio da cena está
na união entre o sagrado e o profano ou na comunhão sexual entre as
duas raças? Assim como o fogo das velas que demonstra o fervor religioso
é o mesmo fogo que consome os amantes, o clipe alimenta essas
ambiguidades, típicas do estilo de Mary Lambert.
Cortes
rápidos de cruzes queimando, lágrimas de sangue e a prisão do homem
inocente são mostrados enquanto a cantora dançaa feliz no meio do coral e
a estátua do santo negro volta ao seu pedestal gradeado. Voltamos então
para Madonna, que nesse momento está se levantando do banco de madeira
onde havia se deitado no início do clipe, como que acordando de um
sonho. Só que, se isto é um sonho, é um sonho que se pensa, e não um
sonho que se sonha, pois a igreja é ao mesmo tempo uma delegacia (lugar
da ordem, da repressão da liberdade e da sexualidade) e o local onde
estava o santo é o mesmo onde agora está preso o inocente. Desce a
cortina vermelha e Madonna é mostrada, desafiadora, novamente no meio
das cruzes queimando.
Nesse momento, revela-se o elemento mais genial do clipe: tudo se tratava na verdade de uma morality play, populares principalmente na Inglaterra dos séculos XIV e XV. As morality plays
eram, em linhas gerais, alegorias teatrais em que um protagonista se
deparava com diferentes questões morais e religiosas representadas por
diferentes personagens e assim testava sua fé. O que Madonna e Mary
Lambert fazem é pegar o conceito da morality play e subvertê-lo através da ética da sociedade do espetáculo, tornando-a mais um ritual pagão.
Os
atores da peça então são apresentados, Madonna e o santo/acusado por
último, para dançarem todos felizes no final ao saberem que tudo não
passou de uma grande teatralização da realidade, assim como a religião é
uma grande teatralização da fé.
Gosto de todos! Não sabia que Rain tinha sido colorido depois. O_O
ReplyDelete(a análise do Bedtime Story no blog do freakshowbusiness é genial! não tinha lido)
Gente, não sabia dessa história do Rain. Que loucura. Pena o Romanek não ter o mesmo talento pra filmes.
ReplyDeleteNão sou muito fã dela, mas acho o Take a Bow lindo.
Eu gosto do Never Let Me Go e do Retratos de Uma Obsessão, mas Bedtime Story e Rain são melhores que os dois. O clipe de "Take a Bow" por pouco não entra na lista - aquela fotografia é absurda
DeleteOs clipes da Madonna são maravilhosos, assim como suas próprias canções (sim, sou fã). O meu favorito talvez seja "Frozen". Me lembro como se fosse ontem a primeira vez que eu o vi. Ainda era uma criança e tinha gravado o clipe quando era exibido na MTV (tenho o VHS até hoje). E o mundo seria tão mais feliz caso David Fincher se dedicasse apenas na direção de vídeoclipes...
ReplyDeleteTodo mundo que passou a gostar de Madonna até o Ray of Light tem uma história com VHS de Madonna hahaha Ah, eu adoro o David Fincher cineasta, mas confesso que gosto ainda mais como diretor de clipes. Queria tanto que ele fizesse pelo menos mais um clipe com Madonna.
DeleteGosto de todos, mas é engraçado que o mais recente entre os seus escolhidos é o de "Frozen" e lá se vão mais de dez anos. Será que depois desse, ela não fez nada realmente digno de nota que merecesse uma menção honrosA?
ReplyDeleteEngraçado que ontem mesmo estava pensando nisso. Realmente, os mais recentes merecem mesmo só "menção honrosa". Se bem que depois de uma fase pavorosa de clipes (Give it 2 Me, Celebration), ela voltou a fazer trabalhos ótimos como Give Me All Your Luvin' e Girl Gone Wild.
DeleteDestrinchou legal o clipe "Like a Prayer", hein? Massa o seu texto, mas eu sou clichê e fico com "Vogue" mesmo, rs
ReplyDeleteAh, eu acho Like a Prayer uma obra de arte - música e clipe. Mas Vogue tbm é, David Fincher foi o cara que melhor "sacou" Madonna.
DeleteOlha, eu sou mega fã da Madonna, logo gosto de TODOS os clips citados. Mas, pra mim, o troféu "muito amor" vai para "Justify My Love". E muito concordo qdo vc disse que David Fincher foi o que melhor "sacou" a toda-toda MDA!
ReplyDeleteJustify My Love é um absurdo de bom mesmo. Coisa fina, mas ao mesmo tempo a sacanagem rola solta hehe
DeleteVocê listou os essênciais, os clássicos! Merecem ser aclamados por todas as gerações #FATO
ReplyDeleteMas acho que também vale ressaltar alguns materiais da era Confessions, que rendeu a ótima "Hung Up" e uma turnê surpreendente. O conceito da era Confessions é impecável!
Também acho que "Love Profusion", da era American Life, merecem ser contemplados :)
Acho Hung Up tbm maravilhoso, mas mesmo assim não entra no meu Top Ten. E Love Profusion pra mim é o pior da era American Life. Um que quase entrou foi a versão original do clipe de "American Life".
Delete