- O blog pra quem sabe que Norman Bates é a mãe, o Bruce Willis está morto no final, Tyler Durden é coisa da sua cabeça e, claro, Rosebud é o trenó!

Top 10 – Melhores cenas iniciais de filmes

10- VANILLA SKY

Mesmo sendo um remake inferior ao original de Amenábar, o filme de Cameron Crowe bate o do espanhol em um quesito: a sequência de abertura, em que Tom Cruise acorda ao som de Radiohead e depois vagueia por uma Times Square deserta.

9- TRAINSPOTTING

Os anos 90 não teriam sido os mesmos sem o filme definitivo de Danny Boyle. Com a irônica apresentação dos personagens, trilha de Iggy Pop, Ewan McGregor chapado e o monólogo matador de Irvine Welsh, essa cena inicial definiu uma geração.

8- RISCO TOTAL

Em termos de tensão, nunca vi nada que se compara à sequência inicial desse filme de 1993. Renny Harlin teve em sua carreira alguns momentos pavorosos, mas quando estava inspirado era quase um James Cameron. Nunca vou esquecer a cara de desespero da mulher enquanto ela cai.

7- PÂNICO

Perversamente editado e brincando com todos os clichês do gênero “terror adolescente”, Wes Craven realizou a cena de horror pra colocar Jason, Michael Meyers e seu próprio Freddy Krueger no chinelo. E sempre achei que Drew Barrymore nunca teve seu talento reconhecido: ela está maravilhosa nessa cena.

6- OS BONS COMPANHEIROS

Parece até início de piada: “Três gângsters estão num carro quando de repente escutam um barulho…” A partir daí, Scorsese nos surpreende com uma cena de violência que vai ditar o tom do espetáculo sangrento e sedutor que vai se desenrolar. E os créditor de Saul Bass são um luxo à parte.

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Perfume cinematográfico

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Seguindo a moda de fazer de comerciais de tv verdadeiros filmes, a Gucci pegou nomes cool pra divulgar o lançamento de seu novo perfume Gucci Guilty. A campanha de tv é estrelada por Chris Evans e Evan Rachel Wood, dirigida por Frank Miller, e com música dos Friendly Fires. As fotos da campanha já tinham sido divulgadas há um tempo (com tanto photoshop na Evan Rachel Wood que nem reconheci).

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Agora, foi lançado um teaser trailer do comercial (!), que vai passar no intervalo dos VMAs da MTV.

O estilo de Miller é inconfundível, e combina muito bem com publicidade. Vamos ver em breve como ficou o resultado completo.

Trailer de Black Swan

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Ainda tá pra sair um filme ruim do Darren Aronofsky, e o trailer de BLACK SWAN prova isso – parece que vai ser mais um filmaço. Não sentia uma atmosfera tão sinistra assim num filme desde o subestimado REENCARNAÇÃO. Até o breve flash das comentadíssimas cenas lésbicas entre Natalie Portman e Mila Kunis são meio bizarras. E o que é aquela maquiagem na Winona Ryder? Medo total! Agora imaginem isso tudo com a trilha de Clint Mansell

Estreia logo!!!

A Origem

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Para um filme tão fascinado com camadas e profundidade, me chamou atenção como na maioria das vezes A ORIGEM se mostra pouco ousado e geralmente superficial em suas representações dos limites entre o sonho, a memória e a realidade. Quando eu soube que Christopher Nolan, um dos mais interessantes diretores da nova geração, estaria envolvido num projeto original de ficção científica meu lado geek ficou ansioso. Os detalhes do projeto, que surgiam a conta-gotas na mídia, pareciam vislumbrar um projeto promissor. Contudo, me parece que aos invés de se sentir livre pra trabalhar na atmosfera anárquica que se associa ao mundo dos sonhos, Nolan preferiu revesti-lo de um sem número de regras que acabam por engessar a trama.

Leonardo DiCaprio (que parece estar se especializando em personagens amargurados) é um ladrão pouco usual: através de um artifício químico-tecnológico ele invade o sonho dos indivíduos e de lá retira as informações que precisa. No entanto, quando recebe o serviço de implantar uma ideia no subconsciente de alguém, sua situação se complica. No melhor clima ‘filme de roubo’, há um time de gatunos com direito ao engraçadinho (Tom Hardy), à nerd sabichona (Ellen Page) e ao que só pensa no ‘trabalho’ (Joseph Gordon-Levitt). Como se infiltrar na mente de alguém não fosse suficiente, ainda existe a oportunidade da projeção mental da ex-mulher de DiCaprio (Marion Cotillard, linda como nunca) atrapalhar tudo.

Um filme que numa única cena cita 2001 e CIDADÃO KANE é, no mínimo, ambicioso, e A ORIGEM não esconde que pretende unir uma histórial cerebral com um ritmo de cinema de ação. Visualmente, o resultado é fascinante: Christopher Nolan é um dos poucos diretores que sabem usar os efeitos especiais a favor do enredo e não o contrário. Algumas das sequências de sonho são incrivelmente bem construídas, como a cidade que se dobra ao meio e especialmente a sequência em que o personagem de Gordon-Levitt tem de lutar na gravidade zero. Quem conhece o cinema de Nolan sabe que de AMNÉSIA a O CAVALEIRO DAS TREVAS o diretor gosta de inserir momentos de uma fantasia poética até nas mais brutais das narrativas.

Por outro lado, parece que o roteiro é tão obcecado com as regras por trás desse mundo de sonhos que o filme fica impedido de alçar vôos mais altos. Cada novo elemento é explicado exaustivamente, e a liberdade que geralmente se associa ao próprio ato de sonhar fica limitado a uma série de convenções que a personagem de Ellen Page irritantemente pergunta o tempo todo, para que quem estiver ao lado dela dê um imenso sermão (não só a ela mas também à platéia). Na primeira vez é revelador, na segunda cansa, na terceira é de perder a paciência. Quem está acostumado a outras representações do sonho no cinema (Hitchcock, Resnais, Lynch, Linklater, Cronenberg) fica um tanto decepcionado com a timidez com que Nolan aborda o subconsciente. Se o estúdio não aprovaria um filme mais aberto à interpretação, é outra questão. Fato é que dessa vez Christopher Nolan deixou a desejar.