Necessaire
Alguém me arruma uma maletinha básica dessas? É sempre bom ter um homem de ferro pra viagem…

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Alguém me arruma uma maletinha básica dessas? É sempre bom ter um homem de ferro pra viagem…


Eu acabei de fazer minha lista de filmes mais aguardados de 2010 e já tenho o candidato a produção que mais quero ver em 2011. Não só é um dos meus livros preferidos, mas tem um diretor talentoso e um elenco maravilhoso, incluindo dois protagonistas que podem se tornar dois dos grandes nomes de Hollywood no futuro.
Trata-se de JANE EYRE, adaptação do clássico de Charlotte Brontë. Uma das histórias de amor mais famosas da literatura, o livro narra a história de amor complicada entre Jane – moça não muito bonita e de origem pobre, porém determinada - e Rochester – um típico gentleman britânico com um segredo no sótão. JANE EYRE já teve inúmeras adaptações, e entre as atrizes que viveram o papel dessa heroína da literatura inglesa estão Joan Fontaine, Samantha Morton, Anna Paquin e Charlotte Gainsbourg.
Dessa vez, a atriz principal será Mia Wasikowska, que está com tudo depois de protagonizar a mega-produção ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS de Tim Burton e o hit independente THE KIDS ARE ALRIGHT. A atriz recebe elogios por onde passa e acredito que ela tem o look perfeito para Jane Eyre – aparentemente frágil, mas desafiadora. Quem vai fazer o atormentado Rochester (papel que já foi vivido por Orson Welles) vai ser Michael Fassbender, que tem tudo para ser o novo George Clooney. O cara chamou a atenção de todos com sua brilhante atuação em HUNGER e também teve um pequeno mas decisivo papel em BASTARDOS INGLÓRIOS. Também não é à toa que ele estará nos próximos filmes de Neil Marshall, Steve Soderbergh e David Cronenberg. Rochester pode catapultá-lo ao mega-estrelato.
O diretor será Cary Fukunaga, que fez um dos filmes mais interessantes de 2009: SIN NOMBRE (se você não viu, vá ver). A escolha é pra lá de inusitada, já que SIN NOMBRE é sobre gangues e imigrantes ilegais da América Central – e o diretor pulou direto pra um clássico da Inglaterra vitoriana. Bem, depois que Ang Lee provou que não precisa ser nenhum lorde inglês para transpor um clássico da literatura britânica para as telas (vide RAZÃO E SENSIBILIDADE), acredito que Fukunaga pode sim trazer uma nova visão para a história de Charlotte Brontë.
O elenco ainda inclui nomes como Judi Dench, Jamie Bell e Sally Hawkins. Resta a dúvida se essa versão de JANE EYRE vai ser uma produção histórica de pedigree (estilo ORGULHO E PRECONCEITO) ou ser quase que independente (estilo BRIGHT STAR). Contudo, antes de mais nada, o filme tem que ser bom. Portanto, torço muito pra que Michael Fassbender e Mia Wasikowska consigam viver seus personagens de forma arrebatadora.
Um dos posts mais acessados aqui do blog é o Top 10 de filmes tristes. Para impedir que as pessoas que lêem aquele post se matem, está na hora de fazer um top 10 de filmes pra se ficar feliz – os chamados feel good movies. Existem vários nesse estilo, mas abaixo vai uma lista bem pessoal:
10- UMA LINDA MULHER

Esse filme é o principal exemplo de “roteiro 101″: manipulativo, formulaico e até um pouco sexista. Mas quer saber? Funciona que é uma beleza. Ao mesmo tempo é uma história de amor e de sucesso e obviamente a personagem principal é tão especial não porque é diferente mas porque se conforma às regras. Acho interessante como no filme a idéia de relacionamento amoroso está intimamente ligada à idéia de sucesso financeiro. O milionário vivido por Richard Gere se torna uma pessoa melhor porque descobre o amor onde menos esperava; a personagem de Julia Roberts se torna uma pessoa melhor porque agora pode comprar o que quiser na Rodeo Drive e esnobar vendedoras. Essa versão moderna de Cinderella diz muito mais sobre o mundo em que vivemos do que podemos imaginar.
Cena mais feliz: o final, com o ‘príncipe’ resgatando a ‘princesa‘. E o sorriso de Julia Roberts garante a alegria de qualquer pessoa por um dia inteiro.
9- INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO

Nada mais feliz do que o herói corajoso que derrota os vilões e ainda fica com a mocinha no final. Hoje o filme é muito criticado por sua atitude superior e até mesmo racista, especialmente com relação àquela tribo exótica que (literalmente) come o coração de mocinhas brancas e loiras. Talvez por isso, o próprio Spielberg diga que esse é o filme de INDIANA JONES que menos gosta. Contudo, acho que por esse ser exatamente o filme da série que menos se preocupa com grandes idéias e temas (não se concentra tanto em aspectos históricos ou religiosos como os outros da série), há espaço para várias das melhores sequências de aventura da história do cinema. Além do mais, a história é construída de diferentes ‘atos’, todos divertidamente exagerados (o jantar com cérebro de macaco é antológico), o que fazem o filme ir num crescendo de adrenalina. Assim, a sensação do espectador é de que literalmente passou por uma montanha-russa – incluindo o alívio e a satisfação ao final da jornada.
Cena mais feliz: ao invés de escolher uma sequência de ação, fico aqui com a cena de abertura, talvez onde Spielberg tenha sido mais bem-sucedido no pastiche dos filmes de matinê dos anos 40 – Kate Capshaw como a diva loira cantando “Anything Goes”. Aliás, como é divertido ver Spielberg brincando de Busby Berkeley! Imaginem só ele dirigindo um musical!
8- O MÁSCARA

Falando em musicais, O MÁSCARA é um filme que reluta muito em se assumir como um. A história meio Jekyll e Hyde da máscara que dá a Jim Carrey o melhor super-poder que existe (transformá-lo num desenho animado) em muito se debate entre sair ou não do armário dos musicais. Há sequências inteiras no filme de colocar muito NINE no chinelo. A história ainda tem aventuras alopradas, vilões divertidamente caricatos e uma bombshell de babar, no melhor univerno cartunesco criado em cinema desde DICK TRACY.
Cena mais feliz: Jim Carrey dançando e cantando ‘Cuban Pete’ com os policiais. É de dançar rindo ou rir dançando.
7- OS GOONIES

Nada como aventuras quando se é criança, e nenhum filme captou esse espírito melhor do que OS GOONIES. Tem piratas, uma família de mafiosos atrapalhada, birra com os irmãos adolescentes que se acham super-maduros, um tesouro perdido e… o Slot! E diferente de outros filmes, quando acaba e todo mundo está a salvo, não existe aquela coisa de ‘eles amadureceram e nunca mais foram os mesmos’. Os personagens permanecem infantis e fofos.
Cena mais feliz: nunca uma cena foi tão engraçada com alguém chorando do que quando o Chunk faz sua série de confissões sendo torturado pelos Fratellis. E dublado em português consegue ser ainda mais hilário.
6- TOY STORY

As crianças amam as produções da Pixar mas, sinceramente, acho que os adultos gostam ainda mais. No caso de TOY STORY, isso é ainda mais especial porque os adultos assistem ao filme com um certa nostalgia (e acho que no terceiro filme com um Andy maduro, isso vai acabar sendo um elemento da narrativa). As neuroses de cada personagem são hilárias, além da amizade entre Woody e Buzz ser algo tão genuíno que a única opção é torcer por eles.
Cena mais feliz: Muitos reclamam que todos os filmes da Pixar, por mais brilhantes que sejam, sempre tem que terminar com uma grande sequência de aventura (exceto RATATOUILLE, que é o mais brilhante de todos também por isso). No entanto, nenhuma cena de ação é mais bem estruturada, tensa e ao mesmo tempo tocante quanto aquela em que Woody e Buzz tentam voltar pro caminhão de mudança e terminam ao lado de Andy.
2- A ORIGEM

Christopher Nolan, vindo do sucesso estrondoso de O CAVALEIRO DAS TREVAS, resolveu enveredar pelo terreno do thriller psicológico numa história que parece misturar Philip K. Dick, Charlie Kaufman e Brian de Palma. Muito do roteiro ainda é pouco claro e os trailers lançados até agora não explicam muito. Mas quem precisa de explicação com um cidade dobrando ao meio? A trama que pretende misturar sonho, realidade, memória e muita ação parece promissora, ainda mais com um elenco pra lá de interessante (Marion Cotillard, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Michael Caine). Além disso, parece que finalmente vai confirmar Leonardo DiCaprio como o principal ator de Hollywood atualmente.
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