- O blog pra quem sabe que Norman Bates é a mãe, o Bruce Willis está morto no final, Tyler Durden é coisa da sua cabeça e, claro, Rosebud é o trenó!

Top 10: Músicas sobre cinema

Músicas em trilhas-sonoras de filme todo mundo conhece. No entanto, adoro aquele tipo de música que de forma criativa cita filmes, atores ou até mesmo diretores de cinema. Vamos ver as minhas dez preferidas:

10- GRACE KELLY – Mika

Numa crise de personalidade, o cantor Mika não sabe qual estilo seguir. Nisso, até Grace Kelly ele quer ser. Não dá muito certo, porém, porque ‘all her looks are too sad’.

9- CANDLE IN THE WIND – Elton John

Antes de ser adaptada para o funeral da Princesa Diana, essa canção foi feita para Marilyn Monroe, chamada por Elton John de Norma Jean, seu nome verdadeiro. A canção se concentra no sofrimento de Marilyn em diferentes momentos e também de sua morte trágica, que apenas elevou sua fama.

8- WE DIDN’T START THE FIRE – Billy Joel

Apesar da canção falar de vários nomes e momentos importantes do século XX, é nas estrelas de cinema e nos grandes filmes que está o verdadeiro destaque.

7- BAD ROMANCE – Lady Gaga

Talvez a definição de um ‘bad romance’ para a cantora seja um casal de Hitchcock. Esse pode ser o motivo para a letra citar três dos filmes mais célebres do diretor em uma estrofe: PSICOSE (’Psycho’), UM CORPO QUE CAI (’Vertigo’) e JANELA INDISCRETA (’Rear Window’).

6- BETTE DAVIS’ EYES – Kim Carnes

Não é qualquer mulher que pode ser comparada às divas mais fatais do cinema. Mas no caso dessa da canção de Kim Carnes, ela não só se parece com Greta Garbo e Jean Harlow, mas também os olhos mais marcantes da 7a arte: os de Bette Davis.

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Um novo álbum que promete

Depois de um segundo disco meio fraco (especialmente se comparado ao excelente primeiro álbum da banda), o Scissor Sisters parece que vai voltar bombando. Pelo menos é a conclusão que podemos tirar da faixa ‘Invisible Light’, primeira a ser divulgada do novo CD da banda, Night Out.

Meio disco music, meio eletro e meio new wave, a faixa tem duas colaborações de peso: Stuart Price e Ian McKellen. Price vai ser o produtor de todo esse terceiro disco dos Scissor Sisters e, depois de seu trabalho mais do que aclamado com Madonna, Seal e The Killers, o cara parece que se tornou o melhor produtor de música pop do mundo hoje. Já Ian McKellen aparece na música ‘Invisible Light’ recitando um texto grandioso, bem estilo Scissor Sisters do primeiro CD, que fala de bacanais e inferno. Parece o rap de Vincent Price de ‘Thriller’, só que mais safadinho. A pergunta que não quer calar é: será que McKellen também vai aparecer de Nosferatu atrapalhado no clipe da música?

Biscoito Fino

200px Rufus Wainwright All Days Are Nights Biscoito Fino music makes the peopleEnquanto a mera menção da palavra ‘poesia’ é capaz de causar arrepio de pavor em alguns, outros conseguem se deliciar nessas obras em verso hoje relegadas ao segundo plano devido a nossa necessidade de mil narrativas. Se o negócio é vender discos então, trabalhar com poesia parece suicídio.

Pelo visto não para dois dos meus artistas favoritos: Rufus Wainwright e Natalie Merchant. Ambos estão lançando discos esse mês que fazem referências a obras poéticas célebres, mas também desconhecidas. É claro que os álbuns não pretendem ser número 1 da  Billboard, mas é legal que mesmo numa época que em a morte do CD já é mais do que uma realidade, ainda existam gravadoras capazes de se aventurar em projetos tão autorais e ambiciosos (Cauda Longa, anyone?)

O disco de Rufus Wainwright, All Days are Nights: Songs for Lulu, é todo com canções de piano e voz, em que o cantor fala de temas bem pessoais como o relacionamento com a irmã Martha  e a morte da mãe. Contudo, chama atenção no álbum a presença de sonetos de Shakespeare musicados por Rufus: são eles os sonetos 10, 20 e 43. São belíssimas composições melódicas que reforçam o amor do bardo inglês pelo “master-mistress of his passion”.

disc nataliemerchant sleep Biscoito Fino music makes the people

Já Natalie Merchant, em seu álbum duplo Leave Your Sleep, escolheu trabalhar com poemas poucos célebres de escritores do século XIX e início do século XX, como Gerard Manley Hopkins e E.E. Cummings. O disco chama a atenção pela variedade de ritmos (jazz, baladas irlandesas, melodias japonesas) e pela voz de Merchant, que está ficando melhor com o tempo.

Duas jóias que são biscoito fino no feijão com arroz diário lançado pelas gravadoras.

Versões Glee para hits de Madonna

10 03 18 glee the power of madonna 425x425 Versões Glee para hits de Madonna coffee tv

Acho Glee bem fraquinha (perdi a paciência na metade do segundo episódio), mas pelo menos algumas versões das músicas valem pela curiosidade. De qualquer forma, é essa semana que o tão esperado episódio especial “The Power of Madonna”, só com músicas da cantora, vai ao ar. Ouvi as versões e achei o seguinte:

- 4 Minutes: Tudo bem que a música não ajuda muito, mas essa versão é de doer. Muita gritaria que se confunde com as trombetas infernais de Timbaland. Aliás, esse pra mim é o problema principal das versões de Glee: eles berram mais do que cantam. Nota 3.

- What It Feels Like For a Girl: Legal terem colocado essa música bem girlie para ser cantada pelos rapazes. Ficou bonitinha. Nota 8.

- Vogue: Assim como várias das músicas versão Glee, muito pouco se muda nos arranjos originais. Aqui é isso o que acontece, exceto algumas piadinhas de Sue Sylvester no rap dos atores. Nota 7.

- Like a Virgin: Dueto que ficou interessante, mas o resto é igualzinho. Se é assim, prefiro o original. Nota 6.

- Like a Prayer: Já que Glee é um coral, combina perfeitamente com a música. Única versão em que as gritarias não atrapalham. Nota 9.

- Express Yourself: Mais uma igualzinha. E aquela vozinha de criança irrita. Nota 5.

- Borderline + Open Your Heart: Duas das músicas mais legais de Madonna, mas cuja junção ficou meio truncada. Valeu pela tentativa, contudo. Nota 6.