Cara-livro

Não sei se é bem na Bahia não. Depois do almoço, pelo menos, preciso sempre de um ‘facebook’.
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Não sei se é bem na Bahia não. Depois do almoço, pelo menos, preciso sempre de um ‘facebook’.

Assim como a Época antes dela, a revista Time dessa semana traz o fenômeno Twitter como reportagem de capa. A matéria completa você pode ler aqui. Apesar de levantar alguns pontos interessantes – especialmente em relação à questão de como os usuários é que são os principais criadores da internet (sem mencionar, que eu me lembre, nenhuma vez o termo ‘web 2.0′) – a matéria me pareceu uma resposta birrenta para aquelas pessoas que dizem que o Twitter não serve pra nada.
O jornalista Steven Johnson, autor da reportagem, repete mil vezes que o Twitter pode ser usado sim pra dizer o que você comeu no café da manhã – mas não é isso! Repetido várias vezes, cansa. Dá vontade de dizer ‘ok, ok, já entendi que o Twitter é importante.’ No final da reportagem, tem uma patriotada de como os EUA continuam a criar as mais revolucionárias tecnologias e blá blá, mas isso não foi o que me chamou mais atenção. O mais interessante foi como várias vezes o autor disse que o Twitter (assim como outros sites mencionados na matéria como Facebook e o próprio Google) mudaram a forma em que temos acesso à informação – ou melhor, mudaram o próprio conceito de informação. Ou seja, chegou perto de dizer que a própria revista onde trabalha estava perto de se tornar obsoleta.
Também não gostei da ênfase dada à questão das celebridades no twitter. Ele levanta um ponto sem dúvida relevante – ao dar um reply para a Oprah, por exemplo, você tem a sensação de estar conversando com ela diretamente, algo como ‘como eu disse pra Oprah ontem…’ No entanto, essa é uma questão pra mim que só reforça o culto à celebridade de forma desinteressante. Muito se fala como a relação com a fama se transformou na era da internet, quando você pode ver fotos do seu ator favorito indo no mercado ou a cantora do momento flagrada saindo do carro sem calcinha. Sim, os famosos caíram do pedestal. Essa aproximação, contudo, é falsa. Quanto mais fotos se vê do galã hollywoodiano pegando sol, mais se reproduz a sua imagem e mais celebridade ele se torna. A idéia de realidade que se tem da vida dele é totalmente… irreal.
A revista Time, como se tornou de lei toda publicação/site que fala do Twitter, também fez sua lista das 10 celebridades a se seguir. Eu, por outro lado, vou fazer um top 10 dos Twitterers (ou tuiteiros mesmo) mais interessantes – celebridades ou não – que sigo:
@diditleak: Quando vaza um disco na web, ele fala aqui.
@giselem: A discípula mais fiel do Deus Pop na Terra.
@ulissesmattos: Ironias do cotidiano com humor certeiro.
@OCriador: Os tweets do Todo Poderoso.
@vinniciusp: A divulgação de seus famosos jogos pode apontar o futuro da convergência blog/microblog.
@bettydraper: A esposa do protagonista de MAD MEN, direto do cotidiano opressivo dos ano 50.
@seufelipe: Seinfeld, Wordpress e muito Wilco.
@jesusluz: Um dos fakes mais engraçados. Anda postando pouco, mas é de rolar de rir.
@guimaboy: Divagações sobre Bethânia cantando pelada ao lado de Chico Buarque são só o começo.
@melhoramigogay: Baixaria das mais divertidas.
E a quem interessar possa, meu twitter é @Perseu.
Comecei a usar o Wakoopa há um mês e estou adorando. Eu, como bom viciado em social networks, quando descobri a existência de um site que lista os programas e sites que você mais usa e permite se comunicar e criar grupos com pessoas que usam os mesmo programas…adorei!
Uma das coisas mais legais é que descobri uns programas e sites que simplesmente desconhecia e fiquei vidrado imediatamente assim que os vi nas listas de outros usuários do Wakoopa. Também é muito interessante ver a porcentagem que você usa de um programa/site em um dia ou uma semana (eu, por exemplo, não sabia que usava tanto o powerpoint).
Mas o mais divertido mesmo é fazer contato com outras pessoas e ver o site/programa que elas acessam com mais freqüência. Quem quiser entrar lá, a minha conta está aqui.
E já que estamos no assunto, só lembrando que também estou no Twitter, Flixster, Friendfeed e na comunidade do blog no orkut.
Através do PopWatch da EW, descobri uma das idéias mais espetacularmente mórbidas de todos os tempos: o site Just in Case I Die (em português, algo como “Caso Eu Morra”).
Funciona assim: você escreve quantos e-mails você quiser dizendo coisas que você só gostaria que as pessoas soubessem depois de sua morte. Pode ser xingar o seu chefe de idiota, revelar uma traição, dar o número do cofre ou até mesmo confessar um grande amor. O usuário cria uma conta e também uma data em que deve retornar ao site. Se não retornar, o site presume que você morreu e manda o(s) email(s). Arriscadamente fúnebre, mas original. Acho interessante que até mesmo a morte é recontextualidade na sociedade da web 2.0.
Mesmo que acredite que não vá fazer um cadastro no site, foi inevitável me pegar imaginando para quem mandaria os tais emais post-mortem e o que diria.
Pra ficar no tema da finitude da vida, termino com uma das minhas tirinhas favoritas do Calvin & Haroldo:

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