O Curioso Caso de Benjamin Button

A história de O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON parece um prato cheio para agradar David Fincher, um dos diretores americanos mais interessante da atualidade. Dado a preciosismos cinematográficos e marcadas assinaturas visuais, Fincher deve ter visto no conto de F. Scott Fitzgerald inúmeras possibilidades de brincar com a narrativa através de imagens. No entanto, se o que vemos na tela é realmente o que há de state of the art em termos de tecnologia, o tipo de história de BENJAMIN BUTTON requer um humanismo que sempre faltou à filmografia do diretor.
A história do protagonista, que nasce velho e vai rejuvenescendo não dá espaço para o pessimismo e quase misantropia presente nos outros filmes de David Fincher: Benjamin Button é um personagem que, em sua essência, marca a esperança e a celebração da vida e do amor. Poderia Fincher lidar com ele?
Ao se assistir a BENJAMIN BUTTON, a resposta pode ser ’sim’ e ‘não’. Escrito por Eric Roth, o filme tem muitas semelhanças como outra criação do roteirista, FORREST GUMP. Contudo, diferentemente do personagem que acreditava que a vida era ‘uma caixa de chocolates’, Benjamin Button é um tanto passivo – as coisas acontecem com ele ao invés dele fazê-las acontecer – e isso acaba por criar pouca empatia do público com ele. Ele é um protagonista sem ação. E nem Fincher consegue dar um jeito nesse problema.
A ação parte unicamente da personagem Daisy (nome caro a Fitzgerald), o amor de Button que inicialmete o seduz, depois vive com ele e ao final acaba por narrar a sua história (recurso um tanto mal-utilizado no filme, através de um diário). Quando a personagem não está na tela, o filme fica arrastado e sem vida. A discussão sobre a transitoriedade da vida e do caráter implacável do tempo só se tornam vÃvidas quando Daisy está em foco, particularmente na belÃssima sequência em que ela sofre um acidente.
Brad Pitt, que vive o personagem quando velho através de um engenhosÃssimo artifÃcio visual que colocar o rosto do ator no corpo de outros atores mais velhos, convence mais exatamente ao viver o Button idoso. Quando jovem, nunca se percebe nos seus olhos o peso da idade e da experiência de alguém que já tem décadas de vida. No entanto, é ótimo ver a transformação do personagem de velho para jovem exatamente nos anos 50, quando a cultura jovem é ‘inventada’ e Pitt incorpora um estilo James Dean (vocês se lembram do inÃcio da carreira de Brad Pitt, quando as pessoas o chamavam de ‘novo James Dean’?). Cate Blanchett dá vida a uma graciosa Daisy, mas é na hora final do filme (que dura um pouco mais do que devia) que ela realmente impressiona, especialmente porque Fincher mostra então uma bondade insuspeita para com os personagens em seus momentos finais.
Mesmo que um tanto irregular, O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON é uma experiência gratificante que, com poesia mas também frieza, aborda as felicidades e misérias da mortalidade.
01/28/2009
[...] no Judão, no Rosebud é o trenó, no Pipoqueiros e numa infinidades de bons blogs sobre o [...]
02/07/2009
bem, não sou crÃtica de cinema nem tão pouco uma expert. mas tudo oq posso dizer é q, para mim foi um filme grande. a ação está dentro de benjamin. isso ficou claro para mim através narrativa q ele faz. ele é para dentro. daisy é para fora. assim como as pessoas assim na nossa vida real. encantadora também é a narrativa de brad pitt. é delicioso o ouvir narrar a estória de button. amei o filme de paixão. e nem senti as três horas passarem.
o que será o tempo afinal?
07/21/2009
gostaria de saber quem foi na vida real benjamin button, nome completo, gostaria de saber mais sobre esse caso , se ouve cura , ou se foi inspirado em alguém? sei que o filme retrata a sinopse do romance hormonico escrito por f.scott fitzgerald.