Top 10 – Melhores séries de tv
Para casar com o meu texto publicado essa semana no Movimento Seinfeld, resolvi fazer um top dez das minhas séries favoritas. Não sou especialista como alguns, no entanto já vi programas que realmente me deixavam grudados na TV (e hoje me deixam grudado no computador).
No momento, comecei a companhar algumas séries que estou adorando como BSG, DOLLHOUSE (cada vez melhor) e THE WIRE (estou totalmente viciado nessa). Mas como eu ainda não vi episódios suficientes, não dá pra colocar ainda no Top Ten. As que escolhi são as mais consolidadas, aquelas (seja em drama ou comédia) que você consegue citar os diálogos ou cujas cenas não saem da cabeça.
10 – FRIENDS

Difícil pensar em uma série de comédia em que os atores tenham tanta química. O mais interessante de FRIENDS pra mim é como cada ator tinha chance de brilhar, e isso se deu até mesmo no interesse do público pelos personagens. No início do sucesso, Chandler monopolizava, todos o amavam. Depois veio a fase Phoebe (especialmente pós-smelly cat), a fase Joey, e finalmente a fase Rachel. Ross sempre estava associado à Rachel, e ia na esteira do sucesso. Só acho pena Monica não ter tido a sua fase de favorita, já que eu a considerava a personagem mais interessante, além de Courteney Cox ser a melhor atriz da série.
Cena marcante: Os episódios de ‘Dia de Ação de Graças’ sempre foram os melhores, mas esse aqui com a partida de futebol americano até hoje me faz chorar de rir.
9- ALIAS

Uma nova abordagem para a ‘femme fatale’, dessa vez na pele da espiã sexy Sydney Bristow, vivida pela ótima Jennifer Garner (que podia passar de ‘moça frágil’ a ‘arma mortal’ em segundos). Os roteiros faziam com que Bristow, à la James Bond, viajasse pelo mundo combatendo bandidões, mesmo que ela soubesse que a organização onde ela trabalhava não era o que parecia. Além do mais, foi uma das poucas séries de ação em que uma história de amor não parecia forçada – Bristow e Vaughn (Michael Vartan) foi um dos casais mais charmosos da TV. Tudo bem que ajudou os dois namorarem na vida real. Mesmo que depois da 4a temporada tenha ficado meio perdida, ALIAS ainda assim continuou empolgante.
Cena marcante: No melhor final de temporada da história da TV, descobrimos que Sydney ficou inconsciente por dois anos(!),período em que muita coisa aconteceu – inclusive o casamento de Vaughn com outra!
8- SIX FEET UNDER

O dia-a-dia de uma família pra lá de problemática administrando uma casa funerária pode não parecer a melhor idéia para uma série de TV tragicômica. No entanto, Alan Ball em SIX FEET UNDER conseguiu a mistura perfeita entre o mórbido, o emocional, e o engraçado. Todo o elenco era fenomenal, num dos melhores ensembles da história da TV. O destaque, pra mim, ficava na qualidade das atuações femininas: Rachel Griffiths nunca esteve melhor, Frances Conroy tinha a melhor personagem (uma dona de casa de meia idade cheia de desejos sexuais reprimidos) e Lauren Ambrose lidou com o típico papel da ‘adolescente problema’ de forma totalmente original. Ao mesmo tempo em que você adorava ver o cotidiano da família Fisher, você também ficava feliz por não fazer parte dela.
Cena marcante: Sempre gostava das cenas de jantar da família, onde os diálogos mais inesperados da série aconteciam. Esse aqui, com Nate drogado, é um exemplo ótimo.
7- ALLY MCBEAL

Como as minhas noites eram mais felizes quando eu via ALLY MCBEAL! Outra série que perdeu o rumo até não fazer o menor sentido, mas houve uma fase em que TODOS os episódios eram excelentes. E antes de todo mundo querer ser quirky, Calista Flockhart já dava aula. Havia uma abordagem muito original em relação à lei e à advocacia, seja nos casos bizarros ou nos métodos usados no tribunal. O elenco de coadjuvantes era afiadíssimo, mas a melhor de todas era Tracey Ullmann como a analista de Ally. E houve série que melhor soube usar a trilha-sonora?
Cena marcante: As melhores cenas da série eram aquelas dentro do famoso banheiro unissex. Dentre as coisas mais divertidas que ocorriam ali, a dancinha de John Cage & cia foi insuperável.
6- MAD MEN

Já escrevi bastante o que acho de MAD MEN. A série é um exercício de sutileza, onde a força do não-dito e da crítica social dá o tom. A atmosfera hedonista em que a maioria dos personagens habita (sexo! álcool! cigarro!) é um disfarce para a triste vida que levam, como se fosse mais uma campanha publicitária criada pela agência Sterling Cooper. Estou seco pra começar a terceira temporada!
Cena marcante: Num mar de personagens maravilhosos, Peggy (Elizabeth Moss, que deveria ganhar todos os prêmios do mundo) consegue se destacar. A cena em que faz ‘a’ revelação a Pete talvez seja o melhor momento da TV no ano passado. One day you’re there, and then all of a sudden there’s less of you.