- O blog pra quem sabe que Norman Bates é a mãe, o Bruce Willis está morto no final, Tyler Durden é coisa da sua cabeça e, claro, Rosebud é o trenó!

Top 10 – Capas de disco

Inspirado pelo post do Desperate Love, resolvi colocar aqui aquelas que acho as melhores capas de disco já feitas.

10- ACTUALLY – Pet Shop Boys

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Diz a lenda que a foto foi feita de forma espontânea e que, aproveitando o bocejo de Neil Tennant, o fotógrafo clicou o momento certo para essa capa que é ao mesmo tempo clássica, mas informal. Adoro o contraste dos smokings e do rosto sério de Chris Lowe com a atitude brincalhona de Tennant. A fonte e a pontuação no título do disco dá um charme todo especial.

9- GRADUATION – Kanye West

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Takashi Murakami (de quem já falei aqui), um dos grandes nomes da arte moderna, fez da capa do álbum de Kanye West uma espécie de apanhado geral da sua estética: influência de mangá, muito colorido, e uma certa atmosfera sinistra.

8- 1984 – Van Halen

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O que mais gosto dessa capa é que é impossível separar o pastiche daqueles comerciais de cigarro dos anos 50 e uma referência às pintuas angelicais renascentistas. A mistura dos dois estilos é que a torna tão marcante.

7- BOTH SIDES NOW – Joni Mitchell

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O rosto de Mitchell já parece ter nascido pra pintura, ainda mais nesses traços que fazem referência explícita a Edward Hopper. Mas saber que é um auto-retrato deixa tudo ainda mais singelo. Não é à toa que esse é o disco que causa uma catarse na personagem de Emma Thompson em SIMPLESMENTE AMOR.

6- EROTICA – Madonna

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A expressão no rosto de Madonna diz tudo que precisa se saber sobre esse disco. O close na foto de Steven Meisel em um fundo branco é uma escolha classuda – mas o que mais gosto é a referência semi-explícita das letras saindo do canto da boca. Read more »

Pop Erudito: Takashi Murakami + Kirsten Dunst + McG

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Dos artistas contemporâneos, não tem nenhum que eu admire mais que Takashi Murakami. De certa forma, ele até serviu como um dos motivos de eu estar estudando japonês. Murakami é famoso pelas suas obras multi-coloridas, com um certo apelo infantil, mas também ricas em um subtexto ‘dark’ e altamente sexuais.

Muitos o consideram o principal artista da Pop Art depois de Andy Warhol, e suas obras realmente impressionam numa avalanche de referências à grande parte da cultura popular japonesa – que por sua vez já é uma releitura da indústria de entretenimento norte-americana. Na verdade, para Murakami não existe mesmo muita diferença entre ‘arte’ e ‘indústria’, já que suas obras são licenciadas em dezenas de produtos. Afinal, quem nunca viu a imagem da florzinha sorridente criada por ele?

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Mês passado, tive o prazer de visitar a excelente exposição ‘Pop Life – Art in a Material World’ no Tate Modern, onde várias obras de Murakami estavam sendo exibidas. Entre elas, tirei uma foto (escondida do guarda) do famoso ursinho hip-hop que depois foi utilizado por Kanye West (cujo disco ‘Graduation’ tem todo o encarte feito por Murakami).

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Nessa exposição, um dos destaques era a exibição da vídeo-instalação ‘Akihabara Majokko Princess’, idealizada por Murakami e dirigida por McG (dos dois AS PANTERAS e do último EXTERMINADOR DO FUTURO). Mesmo sendo um diretor de cinema bem fraquinho, McG se dá melhor no terreno do videoclipe (de onde saiu) – e nesse vídeo sendo guiado pelo célebre artisa japonês, se deixa delirar.

A protagonista do vídeo é Kirsten Dunst, fofíssima com uma peruca azul e com roupinha de boneca-fada-sexy caminhando pelas ruas de Tóquio cantando a música ‘Turning Japanese’, da banda The Vapors. Um dos objetivos principais do vídeo é servir de retrato do distrito de Akihabara, capital da cultura ‘otaku‘ no Japão. De certa forma, o vídeo serve como um retrato talvez da principal questão da arte contemporânea: a demolição da barreira entre a ‘alta cultura’ e ‘ baixa cultura’. Mesmo sendo extremamente divertido e absurdo (Takashi Murakami faz até uma ponta, fantasiado de uma de suas obras), o vídeo deixa a entender essa preocupação que é central nas obras do artista. Assista  abaixo: