Top 10 – Músicas tristes
Aproveitando o clima super down da minha semana, aqui vão as dez músicas que mais me deixam triste.

Toda a carreira do New Order foi construída de músicas rapidinhas e dançantes feitas pra enganar os mais distraídos, porque na verdade elas falam de desilusão e morte. Os primeiros acordes são inconfundíveis e, apesar do ritmo agitado, a melodia juntamente com a voz gélida e frágil de Bernard Sumner mostram como a pista de dança também pode ser o lugar perfeito para a solidão.
Versos assassinos:
“Eu gostaria de um lugar que pudesse chamar de meu
Ter uma conversa no telefone
Acordar todo dia seria um recomeço
Eu não reclamaria de meu coração ferido”
9- ELEANOR RIGBY – The Beatles
Essa é outra que tem um início bombástico com o Paul acompanhado daqueles violinos infernais, que a cada acorde dizem: “você é só, e só, e só”. Contando duas histórias de solidão que se cruzam ao final, é curtinha mas profunda como só os Beatles souberam fazer.
Versos assassinos:
“Todas as pessoas solitárias
De onde elas vêm?
Todas as pessoas solitárias
A que lugar elas pertencem?”
Do lindo musical de Chico Buarque. Aliás, essa é a típica música de ‘mulher sofrida’ do compositor, tipo “Atrás da Porta”. No entanto, acho que a interpretação de Simone faz toda a diferença. A letra da música é uma mistura de decepção e cansaço, que a cantora consegue transpor perfeitamente na sua interpretação. E a tal “Gota dágua” pode ser vista de várias formas: apesar de sugerir algo violento, acho q o transbodar do coração é uma metáfora muito bonita para a morte.
Versos assassinos:
“Deixa em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção (faça não)
Pode ser a gota d’água”
A regravação de Cash da música dos Nine Inch Nails é ainda mais pungente se levarmos em conta os aspectos biográficos do cantor (a música foi gravada depois da morte de sua esposa, e Cash também morreria logo em seguida). A letra é totalmente junkie, mas na voz de Cash chama mais atenção a questão do tempo e de como ao fim da vida nada mais resta. (Clipe favorito #32)
Versos assassinos:
“O que eu me tornei, meu doce amigo?
Todos que eu conheço vão embora no final
E você pode ter tudo
Meu império de lixo
Eu vou te decepcionar
Eu vou te magoar”
A morte não precisa chegar ao final da vida – às vezes é parte dela. Esse parece ser o ponto dessa obra-prima sobre o tédio. Pra quê se mexer, sair de casa, levantar da cama? Tudo é um grande sofrimento, portanto a vida é melhor ’sem alarmes e sem surpresas’. (Clipe favorito #46)
Versos assassinos:
“Um coração
Cheio como se fosse um lixão
Um emprego que lentamente te mata
Feridas que não curam
Você parece tão cansado e infeliz”