- O blog pra quem sabe que Norman Bates é a mãe, o Bruce Willis está morto no final, Tyler Durden é coisa da sua cabeça e, claro, Rosebud é o trenó!

Rapidinhas – discos

Arcade Fire The Suburbs 150x150 Rapidinhas   discos music makes the people- The Suburbs (Arcade Fire): Terceiro disco daquela que é provavelmente a melhor banda de rock hoje depois do Radiohead. Há muito o Arcade Fire saiu do gueto indie para ter seus hits reconhecidos. Em ‘The Suburbs’, a banda tem algumas belíssimas canções que retomam seu gosto operático característico, mas também apresenta canções rock rapidinhas no melhor estilo Bruce Springsteen. As letras falam da sensação do vazio da classe média suburbana e a busca por algo genuíno para sentir. Um dos discos do ano.

sheryl-100milesfrommemphis- 100 Miles From Memphis (Sheryl Crow): O disco soul de Sheryl Crow. O ritmo combina muito bem com a voz da cantora e tem um clima leve e pra cima. O primeiro single, ‘Summer Day,’ é a mais divertida canção de Sheryl desde ‘Everyday is a Winding Road’. O cover de I Want You Back é uma bela homenagem a Michael Jackson (de quem a cantora foi backing vocal), mas o destaque mesmo é outro cover: Sign Your Name, de Terence Trent D’Arby, que recebeu uma levada cool fantástica, com direito a Justin Timberlake nos vocais. Keith Richards também se faz presente na excelente Eye to Eye.

kylie aphrodite special 150x150 Rapidinhas   discos music makes the people- Aphrodite (Kylie Minogue): Produzido por Stuart Price, o novo disco de Kylie vem com um característico som dance europeu. O disco começa muito bem com a envolvente All The Lovers e as ‘daft-punkianas’ Get Outta My Way e Put Your Hands Up. Contudo, depois todas as músicas parecem a mesma, especialmente por causa dos sonzinhos de videogame e pelas letras fracas.

scissor sisters - night work- Night Work (Scissor Sisters): Os Scissor Sisters tiveram mais sucesso com a colaboração de Stuart Price nesse terceiro disco da banda. Retomando um estilo mais parecido com o do primeiro disco da banda, mas com letras mais maduras, “Night Work” tem canções claramente inspiradas pelo som do Queen. Fire With Fire é uma das melhores músicas de 2010, e a deliciosamente oitentista Invisible Light com a participação de Ian McKellen é um charme.

otto-crua- Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos (Otto): Esse disco nem é novo, mas graças à dica da Cecília descobri ele. E que discaço. As letras em sua maioria são sobre desilusão amorosa e perda, mas o mais legal é a mistura de uma honestidade brutal com uma delicadeza mansa. Os violinos de Crua são matadores, e tem algo muito genuinamente doído nas duas músicas em que Otto faz dueto com Julieta Venegas. O astral levanta com a ótima Janaína, que fiquei imaginando como ficaria ainda mais linda na voz de Maria Bethânia.

Notícias do Trenó

Top 10: Filmes pra ficar feliz

Um dos posts mais acessados aqui do blog é o Top 10 de filmes tristes. Para impedir que as pessoas que lêem aquele post se matem, está na hora de fazer um top 10 de filmes pra se ficar feliz – os chamados feel good movies. Existem vários nesse estilo, mas abaixo vai uma lista bem pessoal:

10- UMA LINDA MULHER

richard gere and julia roberts in pretty woman 0090 303x425 Top 10: Filmes pra ficar feliz 24 quadros por segundo

Esse filme é o principal exemplo de “roteiro 101″: manipulativo, formulaico e até um pouco sexista. Mas quer saber? Funciona que é uma beleza. Ao mesmo tempo é uma história de amor e de sucesso e obviamente a personagem principal é tão especial não porque é diferente mas porque se conforma às regras. Acho interessante como no filme a idéia de relacionamento amoroso está intimamente ligada à idéia de sucesso financeiro. O milionário vivido por Richard Gere se torna uma pessoa melhor porque descobre o amor onde menos esperava; a personagem de Julia Roberts se torna uma pessoa melhor porque agora pode comprar o que quiser na Rodeo Drive e esnobar vendedoras. Essa versão moderna de Cinderella diz muito mais sobre o mundo em que vivemos do que podemos imaginar.

Cena mais feliz: o final, com o ‘príncipe’ resgatando a ‘princesa‘. E o sorriso de Julia Roberts garante a alegria de qualquer pessoa por um dia inteiro.

9- INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO

indiana-jones-templo-perdição

Nada mais feliz do que o herói corajoso que derrota os vilões e ainda fica com a mocinha no final. Hoje o filme é muito criticado por sua atitude superior e até mesmo racista, especialmente com relação àquela tribo exótica que (literalmente) come o coração de mocinhas brancas e loiras. Talvez por isso, o próprio Spielberg diga que esse é o filme de INDIANA JONES que menos gosta. Contudo, acho que por esse ser exatamente o filme da série que menos se preocupa com grandes idéias e temas (não se concentra tanto em aspectos históricos ou religiosos como os outros da série), há espaço para várias das melhores sequências de aventura da história do cinema. Além do mais, a história é construída de diferentes ‘atos’, todos divertidamente exagerados (o jantar com cérebro de macaco é antológico), o que fazem o filme ir num crescendo de adrenalina. Assim, a sensação do espectador é de que literalmente passou por uma montanha-russa – incluindo o alívio e a satisfação ao final da jornada.

Cena mais feliz: ao invés de escolher uma sequência de ação, fico aqui com a cena de abertura, talvez onde Spielberg tenha sido mais bem-sucedido no pastiche dos filmes de matinê  dos anos 40 – Kate Capshaw como a diva loira cantando “Anything Goes”. Aliás, como é divertido ver Spielberg brincando de Busby Berkeley! Imaginem só ele dirigindo um musical!

8- O MÁSCARA

Cameron-Diaz-Jim-Carrey-Máscara

Falando em musicais, O MÁSCARA é um filme que reluta muito em se assumir como um. A história meio Jekyll e Hyde da máscara que dá a Jim Carrey o melhor super-poder que existe (transformá-lo num desenho animado) em muito se debate entre sair ou não do armário dos musicais. Há sequências inteiras no filme de colocar muito NINE no chinelo. A história ainda tem aventuras alopradas, vilões divertidamente caricatos e uma bombshell de babar, no melhor univerno cartunesco criado em cinema desde DICK TRACY.

Cena mais feliz: Jim Carrey dançando e cantando ‘Cuban Pete’ com os policiais. É de dançar rindo ou rir dançando.

7- OS GOONIES

goonies 425x328 Top 10: Filmes pra ficar feliz 24 quadros por segundo

Nada como aventuras quando se é criança, e nenhum filme captou esse espírito melhor do que OS GOONIES. Tem piratas, uma família de mafiosos atrapalhada, birra com os irmãos adolescentes que se acham super-maduros, um tesouro perdido e… o Slot! E diferente de outros filmes, quando acaba e todo mundo está a salvo, não existe aquela coisa de ‘eles amadureceram e nunca mais foram os mesmos’. Os personagens permanecem infantis e fofos.

Cena mais feliz: nunca uma cena foi tão engraçada com alguém chorando do que quando o Chunk faz sua série de confissões sendo torturado pelos Fratellis. E dublado em português consegue ser ainda mais hilário.

6- TOY STORY

toy story 425x318 Top 10: Filmes pra ficar feliz 24 quadros por segundo

As crianças amam as produções da Pixar mas, sinceramente, acho que os adultos gostam ainda mais. No caso de TOY STORY, isso é ainda mais especial porque os adultos assistem ao filme com um certa nostalgia (e acho que no terceiro filme com um Andy maduro, isso vai acabar sendo um elemento da narrativa). As neuroses de cada personagem são hilárias, além da amizade entre Woody e Buzz ser algo tão genuíno que a única opção é torcer por eles.

Cena mais feliz: Muitos reclamam que todos os filmes da Pixar, por mais brilhantes que sejam, sempre tem que terminar com uma grande sequência de aventura (exceto RATATOUILLE, que é o mais brilhante de todos também por isso). No entanto, nenhuma cena de ação é mais bem estruturada, tensa e ao mesmo tempo tocante quanto aquela em que Woody e Buzz tentam voltar pro caminhão de mudança e terminam ao lado de Andy.

Read more »

Videografia – Diretores: Mark Romanek

Mark-Romanek-music-videos

Mark Romanek é um dos meus diretores de videoclipe favoritos, tendo realizado verdadeiras obras-primas com os maiores cantores/bandas do showbiz. Como parece ser natural, Romanek fez uma transição bem-sucedida para o cinema com o filme RETRATOS DE UMA OBSESSÃO, o qual achei interessante (até porque várias das características visuais do diretor foram mantidas).

No entanto, minha grande expectativa mesmo é para o segundo filme de Romanek, NEVER LET ME GO, baseado em um dos melhores livros dos últimos tempos, de autoria de Kazuo Ishiguro (o mesmo de VESTÍGIOS DE DIA). Estrelando a queridinha da vez Carey Mulligan, a promessa Andrew Garfield e Keira Knightley (curiosamente em papel de coadjuvante), a história (sobre uma escola na Inglaterra que esconde um segredo que beira o sci-fi) parece ser perfeita para o estilo de Romanek.

Mas enquanto o filme não chega, vale a pena fazer um apanhado dos melhores videoclipes desse promissor cineasta.

Read more »