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Top 10 – Filmes românticos sem final feliz

Que Dia dos Namorados que nada! A maioria das histórias de amor na vida real não tem final feliz, e no cinema alguns romances também nem sempre terminam com o beijo no final seguido do “The End”. Claro que quando o filme é excelente, o próprio fato de não haver final feliz aumenta a força daquele amor. Abaixo os meus 10 favoritos (e com spoilers pra quem não viu os filmes):

10 – EDWARD MÃOS DE TESOURA

Um amor tão diferente que dificilmente teria dado certo (nem o de Winona e Depp na vida real funcionou, imaginem). E dá uma tristeza tão grande ver a personagem dela velhinha contando a história pra neta – e sem se encontrar com ele no além túmulo tipo TITANIC.

9- LONGE DO PARAÍSO

Você começa como uma dona de casa perfeita dos anos 50 e termina descobrindo que seu marido é gay. Depois, você acaba se apaixonando pelo seu jardineiro. Julianne Moore tem uma das maiores atuações dos últimos20 anos nesse filme, mas também chama muita atenção a química entre ela e o personagem de Dennis Haysbert, o jardineiro que, por ser negro, é extremamente mal-visto pela sociedade. No final, ela fica sem o marido e sem o amor que tinha acabado de descobrir.

8- AMOR À FLOR DA PELE

Um homem e uma mulher começam uma relação amorosa ao descobrirem que seus respectivos cônjuges são amantes. Só que o que poderia ser uma simples vingança se torna uma elegia ao amor genuíno que surge do acaso. Esse sentimento nunca é concretizado de forma carnal (pelo menos o filme não mostra); pelo contrário, Kar-wai conduz uma coreografia romântica entre os inacreditáveis Tony Leung e Maggie Cheung. Ao final, cada um segue o seu caminho, e as cenas de Leung andando pelas ruínas do Cambodja são inesquecíveis.

7- CLOSER

Esse filme não só não tem um final feliz como também não tem nada de feliz. Depois de muito vai e vem e troca de casais, a dupla Julia Roberts-Clive Owen ainda consegue se dar bem, mas Natalie Portman (o verdadeiro destaque do filme) termina sozinha andando em câmera lenta pelas ruas de Nova York. Se ela está feliz, é uma outra questão.

6- BROKEBACK MOUNTAIN

No contexto do filme, já é um amor impossível. Mas isso é melhor ilustrado na própria visão que os personagens tem sobre o relacionamento: enquanto Jack Twist (Jake Gyllenhaal) busca estabilidade amorosa, Ennis Del Mar (Heath Ledger) não consegue aprovar a ideia. É apenas com a morte de Jack que Ennis finalmente entra em contato com seus sentimentos – como a “cena das camisas” mostra tão bem.

5- MOULIN ROUGE

Muito romantismo, amor proibido, música, dança e… tuberculose. Aqui já se sabe o fim do filme desde as primeiras cenas, mas é justamente o trágico da situação que acaba por enfatizar a grandiosidade do amor entre Christian (Ewan McGregor) e Satine (Nicole Kidman).

4- A ÉPOCA DA INOCÊNCIA

Outro amor proibidíssimo, dessa vez pelas convenções de uma sociedade extremamente conservadora. Todo mundo reclama do fato de Newland (Daniel Day-Lewis) não subir as escadas no final. Mas, sinceramente, também não sei se subiria.

3- CASABLANCA

Ilsa (Ingrid Bergman) parece não se decidir se prefere o malandro Rick (Humphrey Bogart) ou o certinho Victor Lazslo (Paul Henreid). Ao final, ela acaba partindo em um avião com Victor, fugindo da perseguição nazista e também do sentimento mais passional que tinha po Rick. Mas, de certa forma, não chega a ser um final infeliz, já que eles will always have Paris.

2- …E O VENTO LEVOU

Depois de comer o pão que o diabo amassou, Scarlett O’Hara (Vivien Leigh) ainda leva o maior fora da história do cinema do homem que ama. Afinal de contas, ambos eram personalidades muito fortes e nunca iam dar certo mesmo (aquele pônei estragou tudo!). Mas pelo menos ela termina em comunhão com a terra, Tara, que era de onde saía de verdade sua força. Amanhã, afinal, é outro dia.

1- AS PONTES DE MADISON

Uma das três obras-primas de Clint Eastwood que raramente recebe os créditos que merece. Cada um interpreta o filme (e também o livro, bastante inferior) de acordo com suas visões sobre a sociedade: tem gente que acha que é a glorificação da infidelidade; outros vêem como uma reafirmação dos valores tradicionais, já que ao final ela prefere a família. Independentemente da visão que se tenha da história, não dá pra negar que a forma que o amor dos dois personagens vai se desenvolvendo (e o filme mostra isso de forma sensível, fluida, como se fosse cinema europeu) é genuína, porém nunca deixando de entrever a ameaça daquele relacionamento ser passageiro. A cena da escolha de Francesca em sair ou não do carro é a segunda “escolha de Sofia” da carreira de Streep – e consegue ser ainda mais tocante.

Há 4 Comentarios para este artigo

karine diz:
06/12/2010

Ótima seleção! A-do-ro Na Época da Inocência, choro toda vez, e ódio mortal da May.

Cecilia Barroso diz:
06/12/2010

Ai! Eu já estava tristinha com esse dia dos namorados sozinha…

Ainda assim, adorei a lista. Ótimos filmes e finais sensacionais.

Beijos,

Gisele diz:
06/12/2010

PERFEITA A LISTA! Não mudo nem a ordem, nem nada. Contei que comprei o DVD de In the Mood for Love SEM TER VISTO? E tomei uma PORRADA, claro, daquelas boas… é a perfeição.

Dia desses eu revi “A Época da Inocência” — era tarde da noite, era na Globo eu acho, e mamãe acordou e ficou vendo. Mamãe disse no final “É…” e depois de uma longa pausa voltou “São as escolhas que as pessoas fazem, né? Ele tem que viver com a escolha até o fim”. Nem falei nada, achei muito bom isso.

eu amo todos os filmes, fiquei muito feliz de ver a lista

Xicão diz:
06/13/2010

As tres primeiras escolhas estão nas tres primeiras posições do meu top five de amores não concretizados e, por assim dizer, da minha propria vida. Parabéns… excelentes escolhas.

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