- O blog pra quem sabe que Norman Bates é a mãe, o Bruce Willis está morto no final, Tyler Durden é coisa da sua cabeça e, claro, Rosebud é o trenó!

Trilhas sci-fi: Star Wars

A trilha de STAR WARS sem dúvida é a mais conhecida e famosa da história do cinema. Os temas de John Williams captaram perfeitamente o estilo ‘matinê’ proposto por George Lucas, dando-lhe um contexto operático e mais grandioso. De todas as composições de Williams, nenhuma é melhor que a Marcha Imperial, com seus acordes wagnerianos que inevitavelmente trazem à mente algum exército nazi-fascista. Na pavorosa nova trilogia, um dos poucos momentos que se salvam é exatamente o final de ATAQUE DOS CLONES, em que o surgimento iminente do Império (com suas tropas e naves) servem perfeitamente para realçar a bombástica melodia de John Williams.

Esse post é para lembrar da minha apresentação DESTE E DE OUTROS MUNDOS – UMA VISÃO MUSICAL DOS FILMES DE FICÇÃO CIENTÍFICA, que acontecerá no auditório da loja Modern Sound, no dia 25/06 às 20:00. Não percam!

Brasil promovido: fim do mundo agora chega aqui

Finalmente o Brasil se tornou um país desenvolvido. Depois da invasão alienígena, o fim do mundo chega às terras tupiniquins. Todo mundo sabe que ET só invade o hemisfério norte, que meteoros e ondas gigantes só destroem Nova York e vírus mortais atacam, no máximo, Sydney. Mas os tempos agora são outros!

O trailer de 2012, o novo filme-catástrofe de Roland Emmerich, é o sinal do desenvolvimento de nossa nação. Vejam vocês: qual é o primeiro monumento reconhecido mundialmente destruído no trailer – a Torre Eiffel? a Muralha da China? o Big Ben? Que nada! É o Cristo Redentor! Imaginem só a correria no Parque Lage!

Sem brincadeira agora: Emmerich realmente parece só saber fazer um tipo de filme – o do gênero ‘vamos destruir alguns cartões postais’. No entanto, desde que rompeu com seu produtor de longa data Dean Devlin, o diretor parece estar mudando um pouco a abordagem. As hecatombes e os exageros continuam lá, mas dessa vez com desdobramento mais humanos e até (!) políticos.

Eu gostei bastante, por exemplo, de várias passagens de O DIA DEPOIS DE AMANHÃ, especialmente aquelas que abordavam a mudança na relação entre os EUA e o México com a destruição das principais cidades norte-americanas. A idéia de mostrar os americanos como refugiados foi ótima, assim como a deliciosamente perversa cena dos ‘imigrantes’ yankees entrando ilegalmente no México.

Esse 2012, pela sinopse e algumas passagens do trailer, parece que vai abordar também aspectos políticos – especialmente na questão de ‘quem vai sobreviver ao fim do mundo’. O razoável IMPACTO PROFUNDO também falou disso, mas pelo visto nem chegava aos pés do exagero acachapante que Roland Emmerich propõe em 2012. Aliás, me parece que vai haver uma forte influência religiosa – não é à toa que são logo o Cristo Redentor e o Vaticano que são destruídos totalmente, assim como o mosteiro tibetano nas montanhas.

Mas é claro que os Estados Unidos não escapam dessa, não é mesmo? Parece que Washington vai tomar o lugar de Nova York agora como principal local da devastação. E pasmem: Emmerich vai destruir a Casa Branca (de novo!), assim como já fez na famosa cena de INDEPENDENCE DAY. A onda gigante, que andava desempregada desde O DIA DEPOIS DE AMANHÃ, dessa vez chega à capital dos EUA trazendo o porta-aviões (ironia mórbida!) John F. Kennedy que cai sobre a Casa Branca com tudo.

Sugestão pro Roland Emmerich: no próximo filme, quero a destruição do obelisco de Ipanema!

Pouca roupa é bobagem

Esse post está cheio de gente com pouca roupa. Portanto, se quiser ver as imagens super NSFW, clique no link abaixo.

(Leitores de RSS, cuidado com o chefe olhando por cima do ombro!)

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Pop Erudito: Glenn Close ensaia “Macbeth” em “Por Conta do Destino”

Um filme relativamente recente que passou em brancas nuvens pelo público foi POR CONTA DO DESTINO, de 2005. Baseado em uma peça de teatro, ele tem uma história que mistura o mundo das artes de Nova York, encontros casuais que escondem decisões amargas, e segredos profundos que vêm à tona quando se menos espera.

O filme é de Glenn Close, que vive Diana Lee – uma atriz de sucesso que tem de lidar com a atraição do marido juntamente com uma crise de meia-idade. POR CONTA DO DESTINO tem várias citações ao cinema, ao teatro e à literatura. É divertido quando se comenta que Diana Lee ganhou o Oscar por um filme sobre as irmãs Brontë, onde a atriz fazia o papel das três! (quem não amaria ver esse filme???) Em uma belíssima cenas perto do final, Glenn Close recita o arrasador poema “Annabel Lee”, de Edgar Allan Poe.

Mas a principal referência do filme é “Macbeth”, de Shakespeare. Diana Lee na verdade está ensaiando para viver Lady Macbeth no teatro, e existem várias cenas em que Glenn Close interpreta a maior vilã do teatro inglês. Eu daria um braço só pra ver uma versão cinematográfica com Close como Lady Macbeth. Mas POR CONTA DO DESTINO já dá um gostinho. A cena inicial do filme é quando Diana Lee está dando um workshop para alunos de teatro e irrompe no palco, explicando a dormência e o torpor que toma conta da humanidade atualmente.

Bravo!